ensaio clínico

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) incluiu, nesta terça-feira (31/3), o primeiro paciente no ensaio clínico Solidarity, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A inclusão foi realizada pelo vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz e pesquisador principal do estudo no Brasil, Estevão Portela Nunes, e deu início à pesquisa em 18 hospitais de 12 estados. Coordenado pelo INI, o ensaio busca identificar tratamentos eficazes para a Covid-19 e será implementado com o apoio da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz) e do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS). O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) fornecerá parte dos medicamentos utilizados.

A pesquisa incluirá somente pacientes hospitalizados, para atender à demanda mais urgente, que é a de oferecer tratamento para os quadros mais graves. Em um primeiro momento serão testados: a cloroquina, o Remdesivir, a combinação liponavir e ritonavir, isolado ou combinado ao Interferon Beta 1a.

O ensaio clínico tem quatro linhas de tratamento definidas, mas uma das premissas é que seja adaptável, ou seja, caso surjam novas evidências as linhas podem ser adequadas, com descontinuação de drogas que se mostrem ineficazes e incorporação de medicamentos que venham a se mostrar promissores. Nesse tipo de estudo, uma comissão central tem acesso a todos os dados e faz análises durante todo o processo, evitando que os pacientes sejam expostos a drogas ineficazes ou com toxicidade elevada.  

O estudo Solidarity foi lançado pelo diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no dia 22 de março. Durante seu discurso, Tedros enfatizou a solidariedade como condição chave para enfrentar a pandemia e a importância de concentrar esforços para que o estudo possa gerar evidências robustas e de alta qualidade o mais rápido possível.

Covid-19

Os primeiros quadros respiratórios provocados pelo Covid-19 foram reportados às autoridades internacionais em 31 de dezembro de 2019. A OMS declarou a pandemia em 11 de março e, até o momento (31/3), foram registrados cerca de 755 mil casos e 36,571 mil mortes em 203 países e territórios.

Juana Portugal
INI/Fiocruz

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