Saúde

derrame de petróleo no litoral do Nordeste

A Fiocruz vai monitorar o impacto na saúde da população atingida pelo derrame de petróleo no litoral do Nordeste. Um dos principais objetivos da ação é rastrear o risco para pescadores, marisqueiras e grávidas. Para isso, a instituição acaba de criar um grupo de trabalho - com a mobilização de pesquisadores e envolvimento das direções dos institutos e unidades técnico-científicas da Fiocruz da região Nordeste - que se reunirá pela primeira vez nesta terça-feira (5/11), para avaliar o problema e propor soluções. 

A equipe que atuará no local foi destacada pelo Ministério da Saúde para apoiar o Centro de Operações de Emergência – COE Petróleo. De acordo com o pesquisador Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-Presidência de

óculos mede nível de glicose

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, desenvolveram um par de óculos capaz de medir o nível de glicose, álcool e vitaminas no sangue do usuário por meio de uma única lágrima. A leitura das informações nutricionais é feita por um biossensor em tempo real e os resultados são enviados por bluetooth para o computador ou para o celular.

O trabalho contou com a participação da pesquisadora Laís Canniatti Brazaca, na época doutoranda do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e hoje pós-doutoranda no Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP). Os resultados foram publicados recentemente na revista Biosensors and Bioelectronics.

“Foi desafiador desenvolver uma

assistente virtual para gestantes

O projeto “Assistente virtual para gestantes: acompanhamento da atividade física”, apoiado pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), foi uma das 15 propostas selecionadas para o Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). O projeto foi aprovado na área de “Pesquisa aplicada de campo com fins tecnológicos”.

O CeMEAI é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP e sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP).

A chamada do PPSUS foi lançada em 2018 pela FAPESP, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde e o

cabergolina

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) concluiu uma importante etapa de mais uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e protocolou, junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sua inclusão como local de fabricação da cabergolina. Após finalizar todo o processo de transferência de tecnologia, a unidade comprovou que está apta a produzir este importante medicamento, essencial para o tratamento de enfermidades relacionadas às disfunções na produção de prolactina, pela glândula pituitária ou hipófise, causadora de sintomas, tais como: ausência ou alterações na menstruação ou ovulação, produção de leite fora do período de gestação e lactação ou ainda para tratamento de tumores benignos da glândula.

A cabergolina é fruto de uma PDP na qual

Rivaldo Venâncio

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (divulgado em 11/9/2019) apontou que os casos de dengue tiveram aumento de quase 600% em um ano, contabilizando-se cerca de 1,5 milhões de pessoas com a doença. Com a chegada do verão, esse número pode ultrapassar a marca dos 2 milhões até dezembro, como calcula o médico infectologista, Rivaldo Venâncio, pesquisador associado do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE/Fiocruz), em entrevista para o blog do CEE. Nesse quadro, um aspecto chama atenção, ao lado do percentual assustador: o retorno à circulação do sorotipo 2 do vírus da dengue. “Já há uma geração razoável de pessoas que não estão imunes a esse sorotipo”, observa Rivaldo, lembrando que a ocorrência

Kit de diagnóstico

O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) acaba de obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para um novo kit diagnóstico. Trata-se do teste molecular ZDC (zika, dengue e chikungunya), com diferenciação na mesma reação sobre o tipo da dengue (1, 2, 3 ou 4). O teste inovador foi desenvolvido e produzido pelo IBMP - associação civil sem fins lucrativos, instituída mediante parceria entre a Fiocruz e o governo do Estado do Paraná. O teste molecular é realizado por meio da técnica PCR em tempo real, que possibilita o diagnóstico na fase inicial da infecção e poderá ser ofertado diretamente pela Fiocruz ao Ministério da Saúde.

O novo kit representa um avanço na

vacina contra febre amarela

Após mais de dois anos de interrupção da exportação da vacina contra febre amarela, o Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), retoma a capacidade instalada, tanto para atender 100% a demanda interna quanto para vender para outros países. Entre 2017 e 2018, o país suspendeu a exportação da vacina, para voltar toda sua produção à população brasileira, que passava por surto da doença. Outro importante fator que impulsionou essa retomada foi a aprovação da Lei 13.801/2019, que determina que os recursos adquiridos com a exportação desse insumo retornem à Fiocruz, permitindo o reinvestimento na produção dessa e de outras vacinas, e em pesquisas. Assim, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz,

Fiocruz pra Você

A Fiocruz realizará neste sábado (19/10), no Rio de Janeiro, o Fiocruz pra Você. Na 26ª edição, será oferecida gratuitamente a vacina para tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba). O evento contará com um ato em favor da vacinação – colaboradores, gestores, autoridades e moradores das comunidades vizinhas se reunirão para uma foto aérea às 11h. A ideia é formar uma grande gota simbólica, que será registrada por um drone. A ação faz parte da programação dos 120 anos da Fundação.

O evento, que reforça anualmente a campanha nacional de vacinação, também oferecerá ao público dezenas de atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde. Crianças maiores de 6 meses e até 4 anos,

Plataforma portátil

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – criaram uma plataforma laboratorial portátil voltada ao imunodiagnóstico do vírus da hepatite C.

O sistema é capaz de se comunicar com dispositivos móveis e possui um módulo de leitura em tempo real por meio de um aplicativo, responsável por adquirir os sinais das reações imunoquímicas entre o antígeno do vírus da hepatite C (VHC) e o anticorpo produzido pelo organismo para combatê-lo (anti-VHC). O trabalho foi descrito em artigo publicado no periódico IEEE Sensors Journal.

Intuitiva e com simples funcionamento, a plataforma é capaz de

Serotonina

Conhecida como o “hormônio do bem-estar”, por ser relacionada à regulação do humor, a serotonina também é capaz de modular a inflamação sistêmica severa, como a que ocorre durante a sepse. Artigo publicado na revista Brain, Behavior, and Immunity descreve esse neurotransmissor, pela primeira vez, como um possível mediador da interação neuroimune, capaz de amenizar a inflamação não só no sistema nervoso central como em todo o organismo.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP), da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), mostrou que a administração da substância no sistema nervoso central de ratos

Exame sorológico

Foi aprovado para comercialização um novo exame sorológico que detecta a presença de anticorpos contra o vírus zika em amostras de sangue. O teste avança em relação aos que estão disponíveis no mercado pela sua capacidade de identificar se o indivíduo foi infectado mesmo após o término da fase aguda da doença. Além disso, apresenta alta precisão mesmo em pessoas que já tiveram dengue ou febre amarela.

O método, testado em mais de 3 mil mulheres de diferentes estados do Brasil, foi desenvolvido pela empresa AdvaGen Biotech, em colaboração com pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e do Instituto Butantan. O projeto contou com apoio da FAPESP e da