Saúde

VLP conjugada ao antigeno

Pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) estão desenvolvendo uma vacina contra o coronavírus da síndrome respiratória aguda grave, o Sars-CoV-2.

Por meio de uma estratégia diferente das adotadas por indústrias farmacêuticas e grupos de pesquisa em diversos países, os cientistas brasileiros esperam acelerar o desenvolvimento e conseguir chegar, nos próximos meses, a uma candidata a vacina contra o novo coronavírus que possa ser testada em animais.

“Acreditamos que a estratégia que estamos empregando para participar desse esforço mundial para desenvolver uma candidata a vacina contra a Covid-19 é muito promissora e poderá induzir uma resposta imunológica melhor do que a de

Aids

O número de pessoas infectadas pelo HIV vem diminuindo em escala global, assim como o número de mortes causadas pela Aids. Mas, segundo as estatísticas oficiais, essa redução ocorre de maneira desigual entre diferentes países e também entre diferentes segmentos sociais. Em adolescentes, por exemplo, o risco de contrair a infecção tem crescido significativamente nos últimos anos.

“Estamos longe do fim da Aids. Esse discurso de que estamos por vencer a doença é contraprodutivo, pois nos distrai de uma dura realidade”, disse Vera Paiva, uma das coordenadoras do Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids na Universidade de São Paulo (Nepaids-USP), em palestra na FAPESP Week France, entre os dias 21 e 27 de

infecções em hospitais no Brasil

O fisico Thomas Nogueira Vilches mapeou doenças e infecções em mais de 6 mil hospitais no Brasil em sua tese de doutorado “Epidemiologia Matemática em Redes Complexas”, pelo Instituto de Biociências (IBB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu.

Com apoio da FAPESP e coordenação da professora Cláudia Pio Ferreira (IBB-Unesp), o estudo usou modelos matemáticos e computacionais, considerando tamanho e localização de cada unidade.

Assim, foi possível criar uma rede para representar as relações de transferência de pacientes entre os hospitais. Além das infecções hospitalares, a pesquisa também cruza dados sobre outras doenças como influenza, dengue e zika.

A qualidade do trabalho fez com que Vilches recebesse Menção Honrosa no prêmio “Odelar Leite Linhares”

Wolbachia

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participou nesta segunda-feira (2/12) da liberação dos chamados mosquitos do “bem” em Niterói (RJ). A tecnologia já se mostrou promissora no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya). Nos primeiros resultados, os insetos infectados com a bactéria Wolbachia reduziram em 75% os casos de chikungunya, em 33 bairros da região. A tecnologia inibe a transmissão de doenças que atingem o ser humano. A ação acontece na Clínica Comunitária da Família, Dr. Antônio Peçanha, em Niterói. Também participaram da ação o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira; a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade; a secretária de Saúde de Niterói, Maria Célia; e o pesquisador da Fiocruz e líder

Método Wolbachia do WMP

Pesquisadores do World Mosquito Program (WMP) apresentaram na quinta-feira (21/11), novas evidências de redução de arboviroses em áreas onde foi feita a liberação de Aedes aegypti com Wolbachia no Brasil, Indonésia, Vietnã e Austrália. A Wolbachia é uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam bem dentro destes insetos, reduzindo assim a transmissão dessas doenças. Dados preliminares do WMP, iniciativa global que no Brasil é conduzida pela Fiocruz, apontam uma redução de cerca de 75% nos casos de chikungunya em Niterói (RJ) nos últimos dois anos, quando comparadas as áreas do município que receberam os mosquitos com Wolbachia, com áreas que não receberam. "Nós monitoramos

busca por novos medicamentos

Um consórcio internacional foi criado para apoiar a busca por novos medicamentos contra doença de Chagas, leishmaniose visceral e malária. A iniciativa, liderada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP), será financiada pela FAPESP e pelas organizações sem fins lucrativos Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) e Medicines for Malaria Venture (MMV), no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

A iniciativa terá duração de cinco anos e receberá, nesse período, investimentos de R$ 43,5 milhões. A Fundação fará um aporte de R$ 7,8 milhões. Outros R$ 12,8 milhões serão investidos por DNDi e MMV. A Unicamp e a USP

vacina contra raiva

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), por meio do Laboratório de Pesquisa em Imunização e Vigilância em Saúde (LIVS), está recrutando 300 voluntários para o estudo Profilaxia Pré-exposição contra raiva: Análise de custo-efetividade de três estratégias de vacinação. O objetivo é comparar três esquemas de pré-exposição contra a doença em viajantes para áreas de risco e profissionais com risco ocupacional de exposição ao vírus da raiva (veterinários, biólogos, biomédicos etc). Os participantes serão acompanhados por um ano.

O pesquisador do LIVS e médico do Ambulatório de Medicina do Viajante do INI, Marcellus Dias da Costa, explicou que a profilaxia contra a raiva é feita com a aplicação de três doses da vacina, com intervalos de

VacinaSim

Em parceria com a SuperVia, especialistas da Fiocruz estarão nesta sexta-feira (22/11), na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), para orientar a população e tirar dúvidas sobre vacinação. A programação também contará com a participação de atores do Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), que realizarão uma atividade de incentivo à leitura, popularização da ciência e empoderamento cultural e social com a temática da imunização.]

Devido à baixa cobertura vacinal, doenças erradicadas, como o sarampo, a poliomielite e a rubéola, voltaram ao radar de autoridades sanitárias e profissionais de saúde. Segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado no início de novembro, o estado do Rio de

programa brasileiro de HIV/Aids

Com uma atuação marcada por quebra de patentes, distribuição de medicamentos e combate à homofobia, o Brasil se consolidou como referência internacional em políticas públicas de enfrentamento à epidemia de HIV/Aids ao longo dos anos 1990 e 2000. Essa trajetória foi analisada pelos historiadores Marcos Cueto e Gabriel Lopes, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), no artigo Aids, Antiretrovirals, Brazil and the International Politics of Global Health, 1996–2008, publicado na revista Social History of Medicine (Oxford University Press), que destaca o protagonismo do país na política global da Aids em meados dos anos 1990 até a primeira década do século 21.

No mês em que se celebra o Dia Internacional de Luta Contra a Aids, em 1º

busca de fármacos

Um consórcio internacional voltado ao desenvolvimento de novos medicamentos para doenças negligenciadas e para a malária será formado pela FAPESP em parceria com as universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) e as organizações sem fins lucrativos Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) e Medicines for Malaria Venture (MMV).

Apoiada no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, a iniciativa receberá ao todo investimentos de R$ 43,5 milhões em cinco anos. A Fundação fará um aporte de R$ 7,8 milhões. Outros R$ 12,8 milhões serão investidos por DNDi e MMV. Unicamp e USP vão contribuir com R$ 22,9 milhões, em infraestrutura de pesquisa e

Atenção Diferenciada

Uma experiência pioneira de trabalho e formação de saúde indígena. Com essa premissa, o livro Atenção Diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro apresenta o processo de construção, implementação e execução do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde (CTACIS). Concluído em 2015 e voltado para os agentes indígenas de saúde (AIS) que atuam no Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro (DSEI-RN), no Amazonas, o curso titulou dezenas de alunos como técnicos em agentes indígenas em AIS, por meio de uma parceria estabelecida entre diversas instituições, incluindo o Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Os pesquisadores Luiza Garnelo e