Saúde

Unidos Contra a Covid-19

Potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) por meio da união de esforços dos setores público e privado. Esse é o objetivo do programa Unidos Contra a Covid-19, que a Fiocruz lança nesta quinta-feira (2/4), abrindo um canal a empresas, organizações e indivíduos interessados em fazer parte da rede de apoiadores das iniciativas desenvolvidas pela instituição para o enfrentamento da emergência sanitária.

As doações obtidas darão sustentação a projetos e ações que incluem a construção do Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia, que atenderá pacientes com quadros graves da doença; a produção de testes moleculares e rápidos; a ampliação da capacidade de

tomografia computadorizada do tórax

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) estão realizando, por meio de procedimentos minimamente invasivos, a autópsia de corpos de pacientes diagnosticados com COVID-19 que faleceram no Hospital das Clínicas da instituição.

Um dos objetivos do trabalho é coletar e avaliar rapidamente amostras de tecidos pulmonares e de outros órgãos com o intuito de disponibilizar informações que possam ser úteis à comunidade médica do país para tratar os casos graves da doença.

“Estamos compartilhando os resultados preliminares das análises com a equipe médica do Hospital das Clínicas e de outras instituições antes mesmo de publicarmos em revistas científicas, com o objetivo de que os dados possam ajudar no tratamento dos pacientes

ensaio clínico

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) incluiu, nesta terça-feira (31/3), o primeiro paciente no ensaio clínico Solidarity, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A inclusão foi realizada pelo vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz e pesquisador principal do estudo no Brasil, Estevão Portela Nunes, e deu início à pesquisa em 18 hospitais de 12 estados. Coordenado pelo INI, o ensaio busca identificar tratamentos eficazes para a Covid-19 e será implementado com o apoio da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz) e do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS). O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) fornecerá parte dos medicamentos utilizados.

A pesquisa incluirá somente pacientes hospitalizados, para atender

SARS-CoV-2

Pesquisadores das universidades de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP) uniram esforços para desenvolver um teste rápido e de baixo custo para diagnosticar os casos de COVID-19 e, além disso, identificar os pacientes com risco de evoluir para quadros de insuficiência respiratória.

O método se baseia na análise do padrão de moléculas encontrado em fluidos corporais e tem custo estimado entre R$ 40 e R$ 45 por paciente.

“Já enviamos o processo de aprovação na Conep [Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, órgão que regulamenta estudos clínicos no Brasil], e já estamos fazendo análises prévias e processando os dados. Tudo ao mesmo tempo, em virtude da situação”, conta Rodrigo Ramos Catharino, coordenador do Laboratório Innovare

podcast diário sobre a COVID-19

O Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está veiculando diariamente podcast com as principais notícias, recomendações e entrevistas sobre a COVID-19, além de dicas sobre fontes de informação, atividades culturais e outras iniciativas para o período de isolamento social.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

Apresentado pelos jornalistas Mariana Pezzo e Tárcio Fabrício, o podcast Quarentena tem foco em informação de qualidade e nas pesquisas relacionadas ao cenário da pandemia.

Os episódios de Quarentena, com cerca de 25

gene ACE-2 expressa o RNA mensageiro

Estudo feito na Universidade de São Paulo (USP) pode ajudar a entender por que o índice de mortalidade por COVID-19 é maior entre pessoas que sofrem com problemas crônicos de saúde, como hipertensão, diabetes ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Segundo as conclusões, divulgadas na plataforma medRxiv, alterações no metabolismo causadas por essas doenças podem desencadear uma série de eventos bioquímicos que levam a um aumento na expressão do gene ACE-2, responsável por codificar uma proteína à qual o vírus se conecta para infectar as células pulmonares.

“Nossa hipótese é que o aumento na expressão de ACE-2 e de outros genes facilitadores da infecção – entre eles TMPRSS2 e FURIN – faz com que esses

relevância do SUS

“Eu acho ingênuo a gente acreditar que o enfrentamento dessa epidemia no Brasil poderia se dar fora de um sistema público, fora de um Sistema Único de Saúde como é o SUS”. A análise é de Angélica Fonseca, professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Isso porque, segundo ela, o “sofrimento coletivo” que marca um momento como o atual não é suficiente para, “de uma hora para outra”, inverter a lógica dos interesses particulares. Um exemplo? Mesmo com uma demanda coletiva, o preço de um produto como o álcool gel, importante para a higienização das mãos e ambientes para o controle da transmissão do vírus da Covid-19, simplesmente disparou no mercado. “É preciso que

composto ativo

Um grupo de pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM), em Campinas, está buscando um novo tratamento para a COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. A estratégia, conhecida como reposicionamento de fármacos, consiste em testar a ação antiviral de drogas já disponíveis no mercado para outras doenças.

Os cinco primeiros fármacos selecionados têm como alvo uma das proteases do vírus, enzima essencial em seu ciclo de vida. Posteriormente, o grupo vai testar outros fármacos em mais quatro alvos moleculares com diferentes funções no novo coronavírus.

O grupo faz parte de uma rede criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que articula pesquisas sobre coronavírus

Pesquisadores da Unicamp

Um grupo de pesquisadores e servidores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reuniu equipamentos, insumos e voluntários para a realização de testes do novo coronavírus em Campinas. Além disso, eles estudam novos métodos de detecção, a ação do vírus no organismo e fármacos que possam atuar contra a COVID-19.

Os pesquisadores buscam ainda garantir a manutenção de aparelhos médicos necessários neste momento e a fabricação de peças e equipamentos de proteção individual, por meio de impressão 3D, para profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à epidemia.

Os recursos vêm de projetos de pesquisa em andamento – financiados por agências de fomento como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Dicionário de Favelas Marielle Franco

Como as favelas estão enfrentando a epidemia de Covid-19? Quais os desafios desses territórios no combate ao novo coronavírus? O que fazer para apoiá-los nessa luta? O Dicionário de Favelas Marielle Franco inaugurou novas seções, para agregar notícias, relatos, campanhas, artigos e iniciativas de apoio aos grupos mais vulneráveis — muitas delas criadas pelas próprias populações locais.

Após alguns dias de medidas de isolamento social serem adotadas em todo o país, surgiu nas redes sociais a hashtag #CoronaNasPeriferias. Era um recado de moradores, comunicadores e ativistas de diferentes territórios para alertar sobre a falta de atenção para as demandas específicas das favelas no enfrentamento da pandemia.

“A principal questão nesse momento é o fato de as favelas estarem

Neurônios produtores de neuropeptídio Y

A privação de cuidados maternos nos primeiros dias de vida aumenta as chances de a prole apresentar problemas de comportamento que remetem a transtornos psiquiátricos na vida adulta. A conclusão resulta de experimentos com ratos, realizados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que permitiram entender mecanismos neurais e hormonais envolvidos no desenvolvimento de comportamentos relevantes para o estudo da ansiedade e depressão, abrindo caminho para novos tratamentos. O projeto teve apoio da FAPESP.

"Estabelecemos um modelo animal para estudar os efeitos da negligência materna na saúde mental”, explica a biomédica Deborah Suchecki, professora do Departamento de Psicobiologia da Unifesp e coordenadora do estudo. “Com um bom método de análise, é possível investigar de forma mais