Cento e noventa empresários e pesquisadores lotaram o auditório da FAPESP dia 29 de março, para mais um Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa.

Interessados em submeter projetos ao 2º Ciclo de Análise de Propostas do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) em 2017 – cujo prazo encerra em 2 de maio de 2017–, eles se reuniram com a coordenação do programa para esclarecer dúvidas e receber orientação sobre procedimentos.

O encontro é promovido pela FAPESP em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e o Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi).

Muitos desses empreendedores pretendem apresentar propostas à Fase 1 do PIPE, de demonstração da viabilidade técnica e comercial de produto ou processo, para o qual disporão de até nove meses e recursos de até R$ 200 mil. Outros submeterão projetos diretamente à Fase 2, de desenvolvimento do produto ou processo inovador num prazo de 24 meses, durante o qual contarão com até R$ 1 milhão da FAPESP. Deverão, no entanto, comprovar já terem atestado – com recursos próprios ou de terceiros – a viabilidade do projeto.

“O programa não exige contrapartida da empresa”, sublinha Sérgio Queiroz, membro da Coordenação Adjunta Pesquisa para Inovação da FAPESP. Nem que o proponente tenha formação acadêmica, desde que demonstre ter a competência necessária para levar à frente a proposta.

A Nexxto, por exemplo, teve aprovada proposta na fase 1 do PIPE em 2011, quando dois engenheiros recém-formados pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) tiveram a ideia de desenvolver tecnologia que permitisse aos clientes monitorar e gerir ativos em tempo real.

O “Dispositivo de leitura RFID completamente integrado” foi concluído na Fase 2, contou Antonio Carlos Rossini, um dos fundadores da empresa, à plateia reunida na FAPESP. Seis anos depois, a Nexxto se consolidou no mercado com clientes como Carrefour, Drogasil, BM&F e Ofner e conta com 20 funcionários – 40% deles com títulos de pós-graduação. “A FAPESP foi responsável por criar uma cultura de inovação na empresa”, afirmou Rossini.

Agência FAPESP

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