Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP (à esquerda),Mark Walport, conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido, Joanna Crellin, cônsul-geral britânica em São Paulo e María Laura Fernández, responsável pela coordenação de cooperação internacional da (ANII)

A FAPESP e os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês) renovaram na quinta-feira (14/04) o acordo de cooperação mantido desde 2009 pelas duas instituições para apoio ao desenvolvimento de projetos de pesquisa cooperativa, conduzidos por pesquisadores de instituições britânicas e brasileiras sediadas no Estado de São Paulo.

O acordo da Fundação com os RCUK já resultou em 25 chamadas conjuntas de propostas de pesquisas, com instituições como o Arts & Humanities Research Council (AHRC), Biotechnological and Biological Sciences Research Council (BBSRC), Economic and Social Research Council (ESRC), Natural Environment Research Council (NERC) e o Medical Research Council (MRC). Ao todo, as chamadas permitiram a seleção de mais de 60 pesquisas em parceria, finalizadas ou em andamento, em diferentes universidades e instituições de pesquisa de São Paulo e do Reino Unido.

O evento para a renovação do acordo ocorreu na residência oficial da cônsul-geral britânica em São Paulo, Joanna Crellin, onde estiveram presentes Mark Walport, conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido, José Renato Nalini, secretário de Educação do Estado de São Paulo, Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação, e María Laura Fernández, responsável pela coordenação de cooperação internacional da Agência Nacional de Investigação e Inovação do Uruguai (ANII), com quem FAPESP também mantem acordo de cooperação para a pesquisa, assim como os RCUK.

Mark Walport, que ocupa o cargo de conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Reino Unido desde 2013, afirmou que promover a ciência em nível internacional é um dos principais focos de seu trabalho. “A promoção da ciência inclui encontrar respostas para o financiamento às pesquisas, para o que as colaborações globais são essenciais. Juntos, RCUK e FAPESP têm buscado dar respostas rápidas em áreas como agricultura, física, energia, ciências sociais e saúde, por exemplo, como no caso das pesquisas sobre o vírus Zika, doenças infecciosas e negligenciadas, entre outras.”

Entre os 164 acordos e convênios internacionais de cooperação atualmente em vigor na FAPESP, 30 são com instituições do Reino Unido, sendo três com agências de fomento, quatro com empresas e 23 com universidades e instituições de ensino e pesquisa.

De acordo com Brito Cruz, as pesquisas apoiadas pela FAPESP em parceria com o Reino Unido estão entre as que apresentam melhores resultados. “O Reino Unido está entre os principais parceiros de pesquisa da FAPESP, em parte por um empenho institucional conjunto que é antecedido pelo esforço de pesquisadores das instituições de pesquisa de São Paulo e seus colegas britânicos, que já têm um longo histórico de colaboração, com bons resultados.”

“Estamos satisfeitos com os resultados dessa colaboração não por causa da quantidade de pesquisas, mas por sua qualidade, refletida em artigos científicos publicados em conjunto, o que garante impacto muito maior para as pesquisas, ou seja, há um ganho substancial, um aumento da relevância dessas pesquisas”, afirmou.

Na sexta-feira, Mark Walport participou, junto com o presidente da FAPESP, José Goldemberg, o vice-presidente e o diretor científico da Fundação, além de representantes da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), de uma mesa-redonda promovida pelo British Council na sede da Fundação.

No encontro foi discutida a necessidade de ampliar as parcerias entre os setores público e privado para o desenvolvimento de pesquisas sobre doenças infecciosas e doenças negligenciadas, entre outras.

Chamada trilateral

Na mesma cerimônia em que foi renovado o acordo entre os RCUK e a FAPESP foi anunciado o lançamento, em breve, de uma chamada trilateral de propostas de pesquisa, envolvendo as duas instituições e a Agência Nacional de Investigação e Inovação do Uruguai (ANII), em áreas como saúde, agricultura, energias alternativas e renováveis, ciências sociais, direitos humanos, urbanização, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, entre outras.

María Laura Fernandéz, responsável pela coordenação da área de cooperação internacional da ANII, afirmou ser oportuna a realização de uma chamada conjunta de pesquisas envolvendo as instituições dos três países. “É uma excelente oportunidade termos acordos que permitam uma chamada de pesquisas envolvendo as três instituições, o que potencializará, de nossa parte, os acordos que já mantemos individualmente com instituições do Reino Unido e com a FAPESP”, disse.

A FAPESP e a ANII mantêm, desde julho de 2015, um acordo para a cooperação científica e tecnológica entre pesquisadores do Estado de São Paulo e do Uruguai, mediante o financiamento conjunto de projetos e atividades de pesquisa. A ANII, que também mantém acordo com os RCUK, participará pela primeira vez de uma chamada envolvendo a FAPESP.

A Chamada de Pesquisas entre FAPESP-RCUK-ANII acontece na esfera do Fundo Newton, por meio do Programa Researcher Links do British Council, instituição responsável por administrar as pesquisas apoiadas pelo Fundo Newton no Brasil até 2020.

Agência FAPESP

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