Sociedade

programa Ciência Aberta

Com 14% da população com mais de 60 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil continua sendo um país de jovens. No entanto, a tendência é que siga envelhecendo cada vez mais rápido.

Na avaliação de pesquisadores e especialistas que participam do segundo episódio do programa Ciência Aberta em 2019, com lançamento nesta terça-feira (09/04), o país não se preparou para o aumento na proporção de idosos, que era de 10,8% em 2010 e de apenas 4,1% em 1940. O programa é uma parceria da FAPESP com o jornal Folha de S. Paulo.

“Enquanto os países desenvolvidos enriqueceram primeiro, para depois envelhecer, nós estamos envelhecendo com pobreza. E não só

Ciência Aberta

O percentual de idosos no Brasil cresceu de 4,1%, em 1940, para 10,8%, em 2010, e deverá chegar a 12,0%, em 2020. Essa é uma tendência mundial, não mais apenas dos países desenvolvidos.

Segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em comparação com 2017, o número de pessoas com 60 anos ou mais deverá dobrar até 2050 e mais do que triplicar até 2100, passando de 962 milhões em todo o mundo em 2017 para 2,1 bilhões em 2050 e 3,1 bilhões em 2100. Políticas públicas voltadas para a população idosa e iniciativas individuais por parte dos próprios interessados precisam ser conjugadas para que a extensão da vida seja acompanhada da qualidade de vida.

Joênia Batista de Carvalho

“Nossos antigos guerreiros usavam arco e flecha; hoje nós usamos a caneta”, declarou a primeira mulher indígena a ser eleita deputada federal no Brasil, Joênia Batista de Carvalho, em entrevista à Radis n° 199, que já está disponível online. “Dizer que a saúde indígena é responsabilidade ou problema de ONGs e usar os recursos da saúde indígena nos municípios é uma irresponsabilidade”, disse ao editor Adriano de Lavor. Joênia foi eleita com 8.267 votos que recebeu no pleito de 2018 por Roraima. Advogada de 45 anos, natural do povo Wapichana, ela também foi a primeira mulher indígena a se formar em Direito no país pela Universidade Federal de Roraima, em 1997, e depois a se tornar

homicídios intencionais de mulheres

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres. O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio

Banco de Leite Humano

O Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro, realiza, nos meses de fevereiro e março, campanha de doação de leite humano. O objetivo é sensibilizar mulheres que estejam em fase de amamentação a se tornarem doadoras para suprir as baixas nos estoques que costumam acontecer no período de férias, a partir da chegada do verão, com as festividades do final de ano e até a temporada de Carnaval, que, este ano, acontecerá no mês de março.

A queda do estoque é comum em todo Brasil nesta época devido a muitas mães doadoras aproveitam as férias coletivas, escolares e

Coletor de ovos

Um coletor que protege a produção de ovos dos predadores - como animais cobras, cães, o pássaro cancão (Cyanocorax cyanopogou) e o lagarto teiú (Tupinambis teguixim) - está melhorando os resultados da avicultura familiar no Nordeste brasileiro. Desenvolvido pela Embrapa Meio-Norte (PI), o coletor, que já é conhecido como “piano de galinheiro”, devido à semelhança com o instrumento musical, está mudando o perfil da produção de ovos caipiras de cinco municípios do Piauí e de um do Maranhão.

“A ideia surgiu da necessidade de se encontrar uma solução para o grande índice de perda de ovos após a postura das aves, que chegava a mais de 50%”, revela o biólogo Marcos Jacob Almeida, que desenvolveu o instrumento

Revista Radis

Como amamentar e desenvolver pesquisa com o prazo batendo a sua porta, fazer valer sua voz onde seu corpo e biotipo são vistos como raros, circular no universo tradicionalmente masculino, provar excelência enquanto se esquiva de assédio e discriminação. Relatos como os das pesquisadoras Thais, Edenia, Nísia e Denise, ajudam a mostrar o que é ser mulher no ambiente acadêmico e em quais condições elas desenvolvem seu trabalho, essencial para o avanço do conhecimento.

As cientistas vêm ganhando espaço na pesquisa, e no Brasil, já assinam 49% dos artigos publicados em toda a academia. No topo da carreira e em áreas tecnológicas e exatas, no entanto, elas ainda estão em desvantagem numérica. Única mulher a

pré-carnaval

Evento gratuito é uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer, Direitos Humanos e Igualdade Racial

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado em 8 de março, o Shopping Grande Rio, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer, Direitos Humanos e Igualdade Racial, através da Superintendência da Mulher de São João de Meriti, realizará uma ação social, em ritmo de pré-carnaval. Nos dias 27 e 28 de fevereiro, o público feminino contará com diversos serviços gratuitos e terão a oportunidade de participar do animado baile ‘Respeita as Minas’, com a presença do carnavalesco Milton Cunha. Esta é a primeira vez que a secretaria realiza um evento deste porte no

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

A má informação, a desinformação e a informação falsificada assolam o mundo contemporâneo, dominado pelas mídias digitais, pelas redes sociais e pela circulação de notícias em escala global e em tempo real.

O território da ciência, supostamente protegido pelo apuro na realização das pesquisas e pelo rigor em sua difusão, não está imune. As fake news invadiram o noticiário científico em uma época em que hipóteses como a do movimento geocêntrico dos planetas ou a da criação de espécies biológicas imutáveis, refutadas por séculos de estudos criteriosos e bem fundamentados, voltaram a circular na web com sabor de novidade.

“As fake news na ciência” foram tema e título do primeiro evento do Ciclo ILP-FAPESP de

Embrapa Cocais

Em continuidade às ações para operacionalização do projeto Hortas Pedagógicas no Maranhão, foi realizado, nos dias 21 e 22 de março, na Embrapa Cocais, o curso de aperfeiçoamento profissional em fundamentos da produção orgânica de hortaliças. Ministrada por especialistas da Embrapa Hortaliças, a capacitação teve a participação de engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e profissionais de áreas correlatas das instituições públicas municipais envolvidas. 

O objetivo foi nivelar o conhecimento das técnicas da produção orgânica de hortaliças, considerando a legislação brasileira e os mais avançados resultados da pesquisa agrícola. “Esse foi nosso primeiro curso semipresencial, com apoio de vídeoaulas e pesquisadores online, e contou com um público bastante preparado e participativo”, avaliou o analista da Embrapa Hortaliças

Guilherme Franco Netto

Um mundo sem pobreza, fome, doença e com acesso universal à educação de qualidade, proteção social, água potável, saneamento, agricultura sustentável, igualdade de gênero, entre outras melhorias. O cenário pode soar utópico, mas tais conquistas são plausíveis para 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que se comprometeram a realizar 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o ano de 2030. Com participação da sociedade civil, a chamada Agenda 2030 tem 169 metas e foi aprovada na Assembleia Geral da ONU em 2015. O documento reconhece como indispensável para o desenvolvimento sustentável a erradicação da pobreza, o que inclui a pobreza extrema (pessoas vivendo com menos de US$ 1,90 por dia). Nunca tantos líderes