Sociedade

Cadernos de Saúde Pública

Transformações do território são uma das vertentes de mudança do mundo capitalista na atualidade. Elas expressam alterações nas diferentes dimensões da relação Estado, economia e sociedade, como  estruturas e formas de produção; relações de trabalho; e participação política. É o que está em debate no suplemento da Cadernos de Saúde Pública (CSP) de outubro, que entende que o desafio para a construção do social e de uma cultura de solidariedade no Brasil  encontra-se no reconhecimento dinâmico do que é universal e particular.

Os pesquisadores Ana Luiza d'Ávila Viana, Luciana Dias de Lima, Hudson Pacifico da Silva, João Henrique Gurtler Scatena, que assinam o editorial do suplemento, consideram que o desafio para a construção do social precisa considerar

Favela e Ciência

Alunos, participantes e egressos de projetos da Fiocruz voltados para jovens das favelas próximas ao campus Manguinhos (RJ) ocuparão o prédio histórico da Cavalariça para o Encontro: Favela e Ciência na Fiocruz, de 13h30 às 16h30, no próximo sábado (19/10), durante o Fiocruz pra Você. A atividade está sendo organizada pelo setor de Eventos e Coordenação de Cooperação Social da Presidência da Fundação, e pelo Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). A roda de conversa contará com participação de atores sociais do Jacaré, Maré e Manguinhos.

O encontro propõe movimentar as narrativas sobre produção científica, trajetória acadêmica e as experiências de produção de conhecimento nas favelas. Jovens pesquisadores ligados à Agenda Jovem Fiocruz,

Hortas Pedagógicas

Passado um mês desde a implantação do Projeto Hortas Pedagógicas em duas escolas públicas da capital maranhense,  chegou a hora de colher os primeiros frutos da iniciativa. Crianças, professores e pais, gestores das escolas e autoridades públicas fizeram, no dia 25 de setembro, a colheita simbólica de verduras, legumes e frutas. O evento ocorreu na UEB Jackson Lago, na cidade Operária, e também na UEB Augusto Mochel, no Maracanã. 

Hortas Pedagógicas - é uma política para a segurança alimentar e nutricional, por meio da educação e ferramenta de aprendizagem para estudantes do 1º ao 9º do Ensino Fundamental. A etapa piloto foi implantada no Maranhão pela Embrapa Cocais e parceiros municipais e estaduais. Coordenado pela Embrapa Hortaliças,

Ciclo ILP-FAPESP

O Brasil está envelhecendo rápido. Hoje são quase 30 milhões de idosos, ou 14,3% da população brasileira. Em 2030, estima-se que o país tenha mais idosos do que crianças, com 41,5 milhões (18%) de pessoas com idade superior ou igual a 60 anos e 39,2 milhões (17,6%) entre zero e 14 anos. O crescimento deve continuar até 2060, quando cerca de 25% da população terá 65 anos ou mais.

De acordo com especialistas, a despeito da clara mudança no perfil demográfico que vem ocorrendo há algumas décadas, ainda falta uma política adequada para cuidar dessa parcela crescente da população. O tema foi debatido no Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, organizado pela FAPESP em parceria

debate

Durante as comemorações dos 65 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), realizado de 3 a 6 de setembro, uma dos temas em debate foi o suicídio, fato violento que mais mata no mundo, segundo a pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Ensp), Cecilia Minayo. A mesa-redonda intitulada Falar é a melhor solução: Setembro Amarelo, realizada em 5 de setembro, contou com participação de pesquisadores do tema que abordaram diferentes aspectos sobre o suicídio, como suicídio de idosos, comportamento suicida na infância e adolescência, comportamento suicida na formação médica pediátrica, além da crise do suicídio indígena no Brasil. 

A pesquisadora emérita da Fiocruz e coordenadora científica

carteira de trabalho

O crescimento do desemprego associado à redução de investimentos públicos em saúde e em programas sociais fez aumentar a taxa de mortalidade entre adultos no Brasil, no período de 2012 a 2017. A constatação é de um estudo realizado pela Fiocruz, Universidade de Londres e Fundação Getúlio Vargas, que avaliou os efeitos da recessão no número de mortes e verificou se os programas de proteção social impactaram de alguma forma. A pesquisa foi publicada na The Lancet Global Health, uma renomada revista científica da área de saúde.

Para chegar aos resultados, os cientistas se basearam em dados do Ministério da Saúde, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à

Desemprego

Até meados de 2014, os 50% mais pobres do Brasil se apropriavam de 5,7% de toda a renda do trabalho. No primeiro trimestre de 2019, essa fração caiu para 3,5%. Para esse grupo, a redução de apenas 2.2 pontos percentuais representa, em termos relativos, uma queda de quase 40%. No outro extremo da pirâmide social, o grupo dos 10% mais ricos da população recebia cerca de 49% do total da renda do trabalho em meados de 2014 – e vinha apresentando redução nessa parcela, ao longo dos anos anteriores. No início de 2019, sua fração apropriada cresce para 52%. O topo da pirâmide, portanto, chegou ao pós-crise não apenas recuperando suas perdas, mas também obtendo

Há 30 anos, as Nações Unidas aprovaram a Convenção sobre os Direitos da Criança. O documento, assinado também pelo Brasil, reconhece o papel do Estado na luta contra a exploração econômica e na proteção da infância dos trabalhos considerados perigosos, que possam trazer riscos à saúde física e mental ou interfiram na educação nessa fase da vida. De olho nesse marco histórico, a reportagem de capa da Revista Poli, editada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), traz os números e apresenta as diferentes realidades do trabalho infantil no país. 

Em outra reportagem, você vai conhecer as diferentes propostas de recriação do Fundeb, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos

Jacimara Souza Santana

No contexto dos conflitos recorrentes durante os processos de colonização e independência de Moçambique, as mulheres foram protagonistas na manutenção de associações religiosas e na legitimidade de seus serviços. Essas lideranças e suas práticas resistiram à repressão do Estado colonial, cujas punições incluíam o encarceramento. É o que revelam estudos conduzidos pela historiadora Jacimara Souza Santana, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), autora do livro Médicas-sacerdotisas. Religiosidades ancestrais e contestação ao sul de Moçambique (c. 1927-1988), lançado em 2018 pela Editora Unicamp.

Convidada do último Encontro às Quintas, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), Jacimara explicou que a liderança religiosa exercida pelas

Reciis

A tolerância ao diferente não o inclui socialmente. Aquele que tolera apenas permite condicionalmente a existência indesejável e desviante do Outro. Assim, “a tolerância é ao mesmo tempo uma estratégia para regular a aversão e uma tática para exercer o poder”. Na terceira edição de 2019, a Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) continua a discutir a temática da edição anterior com o dossiê 40 anos do movimento LGBT no Brasil: visibilidades e representações. O periódico é editado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). 

Nos artigos originais do dossiê, a tolerância é desvelada quando se analisa as pessoas LGBT em diversas áreas do conhecimento e

depressão

O Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio, uma campanha importante para abordar um fenômeno complexo. O objetivo é estimular o debate sobre o tema para garantir ajuda e atenção adequadas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte no mundo entre a população de 15 a 29 anos. Anualmente, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida, porém nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. Embora, em 2019, os índices terem caído globalmente, a taxa entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).