Sociedade

refugiados

 Dois irmãos fogem de um ataque a uma aldeia no Congo. Perdem em um incêndio os pais, os irmãos, os amigos, tudo. Na fuga, acabam separando-se e um dos jovens consegue chegar ao Brasil. No entanto, para além dos problemas que o levou à migração forçada, no novo país ele sofre de insônia e crises de angústia relacionadas à imagem de sua casa pegando fogo. Não há como recomeçar a vida.

Outro rapaz, imigrante vindo de Angola, não vê mais sentido na vida. Por questões políticas, seus pais, que eram professores universitários, foram mortos. Ele foi forçado a sair de sua terra natal e passou a viver na capital paulista.

As violências e humilhações vivenciadas

campanha pelo fim da violência de gênero

A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização global da sociedade civil para engajamento na prevenção e na eliminação da violência contra as mulheres e meninas. Anualmente, tem início no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, a iniciativa dura 21 dias, pois tem como marco o dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. A cor laranja, associada à causa, representa a determinação, criatividade e encorajamento necessários para a construção de um futuro livre de violência baseada em gênero.

Desde 2016, a iniciativa, na Fiocruz, é

Orquestra de Câmara do Palacio Itaboraí

Os projetos socioculturais da Fiocruz já podem receber doações de pessoas físicas através da campanha IR que Transforma. Lançada pela Vice-Presidência de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação Oswaldo Cruz (VPGDI/Fiocruz), por meio de seu Escritório de Captação de Recursos, a plataforma tem por objetivo incentivar a participação da sociedade civil no fortalecimento da cultura científica e da cidadania.

Com uma simples ação, é possível doar até 6% do imposto de renda devido a pagar ou a restituir para projetos socioculturais, com dedução fiscal de 100% do valor investido. Caso a doação aconteça até o último dia útil de 2019, o valor doado já poderá ser lançado na declaração do IR de 2020, no campo próprio

setor imobiliário

A produção do espaço urbano se alterou profundamente nos últimos 30 anos em razão de políticas públicas e do aumento da importância dos circuitos transnacionais das finanças.

“O setor imobiliário ganhou relevância na transformação estrutural do capitalismo contemporâneo, processo reconhecido por autores de diversos campos do conhecimento como financeirização”, disse Fabrice Bardet, da Université de Lyon, em palestra apresentada na FAPESP Week France.

Bardet publicou recentemente um trabalho sobre o que ele chama de "contrarrevolução contábil", que mudou ou intensificou a forma de financeirização das políticas urbanas e, sobretudo, de moradia. A perspectiva de estudo está focada na governança das políticas públicas urbanas de um determinado local para entender quem são os “donos das cidades”.

Evento

A dinâmica populacional humana se relaciona com o desenvolvimento dos países e do mundo. O tamanho da população e sua distribuição por faixas etárias, sexo, região, raça, renda, entre outros fatores afeta a economia e coloca desafios econômicos e sociais. Até 1994, essa relação era comandada pela definição de metas demográficas para os países, que buscavam ditar para onde deveria caminhar a dinâmica populacional de acordo com projeções de crescimento e economia. Uma conferência em Cairo, no Egito, mudou a forma como essa relação era vista e colocou os direitos humanos no centro do debate de populações.

Para lembrar e atualizar os 25 anos da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), uma Cúpula Mundial

agricultura camponesa

Na safra de 2019, integrantes do Movimento Sem Terra (MST), no Rio Grande do Sul, comemoraram a colheita estimada em 16 mil toneladas de arroz orgânico e agroecológico, a maior produção do tipo em todo o país. São 363 famílias, em 15 assentamentos, que trabalham na produção do cereal.

No sul de Minas Gerais, 20 famílias do quilombo Campo Grande produzem o café orgânico e agroecológico Guaií, reconhecido internacionalmente pela alta qualidade. Coordenado por dois coletivos de mulheres, o processo de produção também é livre de agrotóxicos.

Já no Ceará, pequenos produtores rurais da Chapada do Apodi, após anos de enfrentamento com as grandes corporações agrícolas e de um enorme esforço para a recuperação de

FAPESP Week France

As estreitas relações entre Brasil e França no ensino e na pesquisa em Filosofia foram destacadas pelos participantes de uma sessão de palestras ocorrida durante a FAPESP Week France.

“Não podemos deixar de reconhecer que as Ciências Humanas e a Filosofia no Brasil estão fortemente ligadas com a França em sua origem. Desde a criação da primeira universidade pública em São Paulo, em 1934 [Universidade de São Paulo], seus fundadores entenderam que, sem contribuições de centros universitários mais bem estabelecidos, seria impossível superar a distância cultural que nos separava desses centros e alcançar o ideal de modernização do Brasil, para o qual a abertura de universidades foi decisiva”, disse Sérgio Cardoso, professor da Faculdade de

radicalização

A violência tem diferentes faces na Europa e no Brasil. Enquanto pesquisadores europeus afirmam que o discurso extremista está na raiz de atentados terroristas em países como a Alemanha, no Brasil a desigualdade e o sistema de encarceramento são apontados como alguns dos fatores que fomentam o crime.

Independentemente da forma de manifestação, a violência tem um locus privilegiado na internet, via redes sociais ou plataformas de troca instantânea de mensagens. No Brasil, por exemplo, se expressa por meio de ataques a personalidades e jornalistas; na Europa, por meio de propaganda de grupos radicais que buscam atrair jovens para suas causas.

Esses canais não são a causa da violência ou da radicalização, mas servem de

reintegração de posse

Nos últimos dois anos, quase 30 mil famílias foram removidas de suas casas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e mais de 170 mil estão com suas moradias ameaçadas.

Os dados são do Observatório de Remoções, projeto coordenado pelo Labcidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A plataforma colaborativa faz o monitoramento de despejos e deslocamentos forçados na RMSP desde 2012.

“São famílias inteiras com suas vidas cotidianas afetadas. Entre as justificativas para a remoção estão retomadas de posse por determinação da Justiça e, em menor quantidade, políticas públicas de remoção

Carlos Henrique de Brito Cruz

As universidades públicas brasileiras cumprem com excelência as missões de prover educação superior de qualidade e promover pesquisas que contribuem para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento do país. Enfretam, contudo, o desafio de aumentar o impacto científico, econômico e social de sua produção acadêmica.

A avaliação foi feita por participantes do evento “Diálogos pelo Brasil – o impacto intelectual, social e econômico da universidade no Brasil”, promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) no dia 12 de novembro, na FAPESP.

“É na universidade que está o estoque de conhecimento para ajudar a sociedade a prosperar, gerar novas empresas e empregos ou descobrir a cura de doenças, por exemplo”, disse Carlos Henrique de

revista Cadernos de Saúde Pública

O mais recente suplemento temático da revista Cadernos de Saúde Pública apresenta um conjunto de artigos que abordam questões ligadas à saúde da criança e do adolescente indígena no Brasil e na América Latina. As últimas décadas foram marcadas por um aumento significativo nas pesquisas sobre saúde indígena no Brasil. Vários pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) contribuíram com artigos sobre o tema nesse fascículo.

Os autores do editorial do suplemento, Felipe Guimarães Tavares e Aline Alves Ferreira, consideram que, ao longo das duas últimas décadas, houve uma reestruturação do sistema de atenção à saúde indígena no Brasil, o que levou a avanços importantes nas políticas públicas sociais e de saúde direcionados a estes