Arquitetura

Risco

A edição mais recente da “Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online)” (no 18-19, 2014) acaba de ser disponibilizada na internet.

Vinculada ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP e ao seu Programa de Pós-Graduação, situados no campus de São Carlos, a revista dedica-se à ampliação do debate teórico, histórico e crítico em arquitetura e urbanismo. A sua especialização, contudo, privilegia o trabalho interdisciplinar – junto à história, à engenharia, às ciências sociais, às artes, à filosofia e à literatura – e visa contribuir para o debate nacional e internacional destes campos de conhecimento na perspectiva de renovação do olhar e das práticas da pesquisa.

A revista pode ser acessada neste

Os arquiteto Renato da Gama-Rosa e Carla Coelho alertaram sobre a importância histórica da conservação preventiva

As vulnerabilidades da arquitetura moderna tornam mais premente a necessidade de se lançar mão de estratégias de conservação preventiva para garantir a preservação dos edifícios ligados a esse movimento. A avaliação é da arquiteta Carla Coelho, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), que participou do seminário sobre a elaboração do plano de conservação preventiva do Pavilhão Arthur Neiva, edificação modernista construída entre 1947 e 1951 no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio.

De acordo com a pesquisadora, esse tipo de arquitetura apresenta fragilidades que não são comuns a outros estilos, como o eclético, por exemplo. Marcado por uma linguagem racionalista, os edifícios modernos lançam mão de poucos ornamentos e tem muitas de

arquitetura

Projetados no início do século 20, os bairros nobres dos Jardins, localizados na zona oeste da cidade de São Paulo, foram tombados no final da década de 1980 como patrimônio da capital paulista. Apesar do reconhecimento e proteção, não houve, naquela época, como parte do processo de tombamento, uma consideração sobre a importância histórica da arquitetura das construções edificadas na região.

Na opinião da pesquisadora da Unicamp Maria Ester de Araújo Lopes, funcionária desde os anos de 1990 do Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo, levou-se em conta como parâmetro para o tombamento naquela época apenas o valor ambiental, como o paisagismo e o traçado dos bairros. Na compreensão da pesquisadora,

Parte de estudo que determinou respostas propositivas para a qualificação dos interstícios urbanos de uma viela de Paraisópolis

Um trabalho de mestrado realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP), com estágio na Architectural Association Graduate School, em Londres, Reino Unido, ficou em primeiro lugar na LafargeHolcim Forum Student Poster Competition, realizada em abril, nos Estados Unidos, por desenvolver estratégias que podem melhorar o conforto ambiental em edificações e espaços públicos da favela de Paraisópolis, em São Paulo (SP).

Entre 2013 e 2014, o arquiteto Eduardo Pimentel Pizarro fez visitas à comunidade, na Zona Sul da capital paulista, enquanto desenvolvia a pesquisa "A qualidade socioambiental dos espaços livres de favelas: estudo e proposição com referência na Cidade de São Paulo", realizada com apoio da FAPESP

CDHU recebe apoio do IPT para construção de habitações desde a década de 1960

Profissionais do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceira com a Universidade de São Paulo (USP) e em serviço ao Ministério das Cidades, elaboraram quatro documentos em 2015 que visam auxiliar a adaptação dos projetos de habitações de interesse social à norma ABNT NBR 15575/2013, relativa ao desempenho de edificações habitacionais. O objetivo foi criar ferramentas para que os órgãos públicos responsáveis e toda a cadeia produtiva da construção civil tenham maior agilidade e segurança na avaliação e desenvolvimento de projetos e empreendimentos, principalmente os que adotam sistemas inovadores.

A norma Edificações Nacionais – Desempenho, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que teve sua primeira versão aprovada

Rodrigo Henrique Geraldo

O cimento Portland é o aglomerante, aglutinante ou ligante mais empregado no planeta principalmente na obtenção de concretos, mas também de argamassas utilizados na construção civil. Ele promove a aglomeração de pedras e areia no concreto e areia na argamassa, gerando materiais de alta resistência mecânica, o que o torna um produto tecnicamente muito importante. Mas sua produção é impactante porque demanda grande consumo de energia térmica e elétrica e libera enorme quantidade de gás carbônico (CO2), maior responsável pelo efeito estufa e consequente aumento da temperatura atmosférica da Terra. Estima-se que para cada tonelada de cimento produzida seja liberada uma tonelada de CO2, o que corresponde a 5% a 8% de toda a emissão

O arquiteto e professor da FAU Paulo Mendes da Rocha – Foto: Divulgação/Lito Mendes da Rocha

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP Paulo Mendes da Rocha recebeu o Leão de Ouro – um dos mais prestigiados prêmios da arquitetura mundial –, no dia 28 de maio, sábado, durante a 15ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, na Itália. A honraria é um reconhecimento pelo conjunto da obra do professor. A mostra ocorrerá de 28 de maio a 27 de novembro, com o lema “Reporting from the Front”.

Rocha foi escolhido para receber o prêmio pelo conselho de diretores da Bienal de Veneza, por recomendação do curador da exposição, o arquiteto chileno Alejandro Aravena. De acordo com a justificativa do conselho, “a extraordinária qualidade”

Desenvolvimento de blocos cerâmicos foi um dos projetos executados pelo Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT

A sinergia entre as equipes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SDECTI) permite uma atuação sistêmica com o setor paulista de cerâmica vermelha – produtora de tijolos, telhas e blocos, entre outros – desde a década de 1980. O chamado ‘Programa Cerâmica Vermelha’ contava na época com apoio técnico do Instituto e recursos financeiros da secretaria para dar suporte ao desenvolvimento tecnológico do setor, atuando na caracterização e na melhoria da qualidade dos produtos e processos produtivos, matéria-prima, redução do consumo de energia e sistemas construtivos, entre outros aspectos.

Em 2004 um diagnóstico abrangente das necessidades do setor foi

veículos pesados em rodovias

Uma pesquisa inédita desenvolvida na Unicamp aponta uma série de dados e números significativos do impacto que ônibus e caminhões comerciais geram sobre o pavimento de vias, principalmente em situações como frenagem, curvas e passagem sobre buracos.

O estudo também avaliou como as condições das estradas brasileiras impactam a suspensão destes veículos. Para os dois tipos de situações, considerou-se o impacto da suspensão dianteira dos veículos a partir de uma instrumentação que permitiu realizar medições em diversas condições reais.

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A pesquisa conduzida pelo engenheiro mecânico Pablo Yugo Yoshiura Kubo demonstrou que o acionamento de 60% do freio de um caminhão ou ônibus comercial pode gerar uma transferência de carga para o pavimento da via

Tipo de tijolo e o modo de assentamento podem trazer mais conforto ambiental

Sol intenso ou excesso de sombra. Muito frio ou muito calor. Vento forte ou sem ventilação: os moradores de favelas precisam, muitas vezes, conviver com extremos climáticos. Mas ao realizar uma pesquisa em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, o arquiteto Eduardo Pimentel Pizarro desenvolveu algumas estratégias que podem trazer maior conforto ambiental aos moradores.

“Quando baseada em estudos técnicos e ambientais, a forma de assentar tijolos e blocos traz mais ventilação ao ambiente e protege da incidência direta do sol, o que leva ao aumento da qualidade ambiental no espaço interno das residências. Para uma fachada oeste, por exemplo, o morador pode utilizar um determinado tipo de assentamento e um certo tipo

Vanessa Fátima de Medeiros Takahashi

Uma ferramenta computacional desenvolvida recentemente pela arquiteta Vanessa Fátima de Medeiros Takahashi, pesquisadora da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, permite avaliar o desempenho acústico de edificações habitacionais. O desempenho acústico pode ser definido, de acordo com a pesquisadora da Unicamp, como o comportamento de uma edificação para atender aos usuários, ao longo do tempo, em relação ao isolamento dos ruídos.

O programa analisa, por exemplo, se as paredes (internas e externas), o piso e o telhado de uma casa ou prédio, possuem um isolamento acústico adequado dos ruídos, conforme critérios e parâmetros exigidos por norma técnica elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A normativa, também conhecida como