Poesia e Literatura

poemas de Alvarenga Peixoto

Trabalho traz 40 poemas do inconfidente (seis deles inéditos), transcrições conservadoras e modernizadas e mais de 600 notas de rodapé

Quando se pensa em poesia do século 18, os primeiros nomes que vêm à mente são aqueles ensinados na escola, como Tomás Antônio Gonzaga e Basílio da Gama, mas eles não foram os únicos poetas setecentistas no Brasil. O pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Caio Cesar Esteves de Souza, decidiu dedicar sua dissertação de mestrado a um desses poetas menos conhecidos: o inconfidente poeta árcade Inácio José de Alvarenga Peixoto, que tem em seu currículo uma educação jesuíta no Brasil e bacharelado em Direito na Universidade de Coimbra

Monte Rushmore

Obra faz reflexões críticas sobre a narrativa de criação da nação norte-americana

A formação e a consolidação dos Estados Unidos da América são o tema da pesquisa de mais de duas décadas de Mary Anne Junqueira, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Um estudo publicado no livro Estados Unidos: Estado Nacional e Narrativa da Nação (1776-1900). A primeira edição foi lançada em 2001 pela Editora da USP (Edusp), que está lançando uma nova edição revista e ampliada. Diante dos últimos acontecimentos políticos e sociais, o livro chega em um momento oportuno para uma reflexão sobre a atuação dos Estados Unidos no presente, com os discursos e

falhas de engenharia

Livro analisa criticamente falhas de engenharia e a atuação das respectivas agências reguladoras no Brasil

Pequenos acidentes estão presentes no cotidiano e podem acontecer a qualquer momento, seja por mau planejamento, desgaste de materiais e problemas em equipamentos ou no seu uso. Mas algumas vezes as falhas de engenharia têm grande impacto econômico e na vida das pessoas.

O engenheiro César Roberto de Faria Azevedo, da Escola Politécnica (Poli) da USP, aborda a questão em Casos selecionados de análise de falhas, lançado no Portal de Livros Abertos da USP.

Para escrever a obra, ele agrupou onze artigos próprios, publicados no periódico Engeneering Failing Analysis, os separou de acordo com o setor em que ocorreram as falhas (transporte, saúde e energia) e promoveu uma

De Machado de Assis aos modernistas

Lançamento será neste domingo, dia 22, às 19 horas, no Instituto Conversações, em Ribeirão Preto

Neste domingo, dia 22 de maio, às 19 horas, será lançada a obra Textos e Contextos, de Machado de Assis aos Modernistas (180 páginas, Editora Gramma, R$ 38,00), de Carlos Russo Júnior, ex-aluno da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e graduado pela Faculdade de Odontologia (FO), ambas da USP.

Na obra, Russo Júnior traz temas como o Segundo Império, a sociedade escravocrata em seu ápice, a crise do café, o desastre da Guerra do Paraguai, a abolição da escravatura, Proclamação da República e a transformação do Rio de Janeiro, além das lutas, conquistas e preconceitos que atravessaram a

contracapa do livro Além do Visível

Obra revela como sociedades centro-africanas usaram o catolicismo para resistir à dominação de Portugal

A Editora da USP (Edusp) acaba de lançar Além do Visível – Poder, Catolicismo e Comércio (Séculos XVI e XVII), livro baseado na tese de livre-docência da professora Marina de Mello e Souza, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, filha do crítico literário Antonio Candido, morto no ano passado.

Resultado de cerca de dez anos de pesquisas e reflexão, a obra mostra “como Portugal dominou apenas algumas poucas áreas da região do que então era chamado pelos portugueses de Angola e como o catolicismo foi integrado às estruturas de poder do

Florestan Fernandes

Coletânea “O Brasil de Florestan” traz artigos e resenhas escritos entre 1943 e 1991, com dois textos inéditos

Sociólogo e socialista, Florestan Fernandes (1920-1995) passou a vida preocupado com a realidade brasileira. Registrou muito de suas observações, questionamentos e análises em livros que se tornaram clássicos do pensamento social, como A Integração do Negro na Sociedade de Classes (1964) ou A Revolução Burguesa no Brasil: Ensaio de Interpretação Sociológica (1975).

Florestan escreveu muito. E, com isso, é natural que mapear a totalidade de suas reflexões passe por garimpar terrenos mais complexos, como prefácios e resenhas de livros de outros autores ou anotações manuscritas deixadas pelo intelectual.

Esse foi o trabalho empreendido pelo organizador Antônio David

Willard Van Orman Quine

É raro um autor escrever e publicar em língua estrangeira e, anos mais tarde, ter seu texto traduzido para a língua materna. Mais raro ainda se a língua materna for o inglês e a língua estrangeira o português.

É o caso do livro O Sentido da Nova Lógica, do filósofo norte-americano Willard Van Orman Quine (1908-2000). Escrito e publicado no Brasil, em 1942, essa obra muito citada mas pouco lida, devido à limitada difusão da língua portuguesa no mundo, foi finalmente traduzida para o inglês, e será disponibilizada para a comunidade internacional interessada em filosofia analítica pela Cambridge University Press, com o título The Significance of the New Logic, a partir de 10 de maio

istória, Ciências, Saúde – Manguinhos

A expansão da medicina chinesa na era da migração global (1850-1930). A autoria científica do doutor Chernoviz e o seu dicionário de medicina popular. A construção do relatório sobre as condições médico-sanitárias do vale do Amazonas, a partir da expedição do Instituto Oswaldo Cruz pelo Acre. Os fundamentos do projeto médico-científico de Nise da Silveira e a criação de um ateliê criativo no antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro. A conformação do câncer em problema médico-social relevante no Ceará, entre 1940 e 1954.

Esses são alguns dos destaques da nova edição da revista científica História, Ciências, Saúde – Manguinhos, relativa aos meses de janeiro a março de 2018. Apostando mais uma vez na

Charles Darwin

Revisado por Nelio Bizzo, da USP, livro não contém inserções posteriores que fazem “concessões” à religião

“Não vejo nenhuma boa razão para que a visão deste livro devesse chocar os sentimentos religiosos de alguém.” Essa frase do cientista inglês Charles Darwin (1809-1882) não está na primeira edição de The Origin of Species (A Origem das Espécies), publicada em 1859, em Londres, mas sim na segunda e nas demais edições desse livro que apresentou ao mundo a teoria da evolução e revolucionou a ciência. Também na segunda edição da obra, lançada em 1860, surgem uma epígrafe do bispo anglicano Joseph Butler referindo-se a um “projeto inteligente” – expressão que na década de 1980 substituiu o termo

Mapa Universalis Cosmographia

Obra é fruto de debates realizados em 2017 pela Cátedra José Bonifácio do Centro Ibero-Americano da USP

A Editora da USP (Edusp) lançou nesta segunda-feira, dia 16, o livro O Mundo Indígena na América Latina – Olhares e Perspectivas. A publicação reúne análises sobre os povos indígenas da região, escritas por professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação da USP e de outras instituições latino-americanas.

O volume é resultado dos debates organizados pela Cátedra José Bonifácio em 2017, sob coordenação da socióloga, diplomata e política mexicana Beatriz Paredes. Essa é a quinta obra lançada pela cátedra, que é vinculada ao Centro Ibero-Americano (Ciba), órgão ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e ao Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP.

Reciis

Em tempos de redes sociais, em que informações sobre qualquer assunto são encontradas facilmente, cresce também o acúmulo de notícias falsas que são divulgadas como verdade. As famosas “fake news” são abordadas, sob diferentes perspectivas, no volume 12, número 1, da Reciis. Nele, Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques (Fiocruz/Brasília) traz uma nota de conjuntura sobre a propagação de informações e notícias falsas a respeito da epidemia de febre amarela que o país tem vivido nos últimos meses e suas consequências danosas para a saúde. 

Igor Sacramento, editor científico da revista, mostra em seu editorial como enxergamos a verdade nos tempos atuais: “Na contemporaneidade, estamos passando de um regime de verdade baseado na confiança nas instituições para