Artes Plásticas

Crianças do Espaço Girassol

Estudantes da Comunidade São Remo, vizinha ao campus no bairro Butantã, semanalmente participam de visitas ao MAE, MAC e MAV

Aos olhos de uma criança, tudo pode ser uma fonte de descoberta. Para os museus, essa curiosidade é uma forma de aprender. Um projeto busca criar uma ponte de conhecimento entre os moradores do bairro vizinho ao campus da USP, no Butantã, e três dos museus mantidos pela USP.

Chamado de Integrando a Comunidade São Remo com Museus da USP: o patrimônio cultural, natural e artístico numa perspectiva conjunta de aprendizagem, a ação reúne a comunidade São Remo e os Museus de Arqueologia e Etnologia (MAE), de Anatomia Veterinária (MAV) e de Arte Contemporânea (MAC) da USP. O projeto começou em março e vai durar dois anos.

As atividades recebem a participação de crianças que frequentam o projeto Girassol, vinculado à ONG Associação Metodista Livre Agente. Elas vão aos museus toda quarta-feira, em horário diferente do da escola.

Maria Angela
Maria Angela, educadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP – Foto: Pedro Ezequiel / USP Imagens

“Vamos trabalhar o ‘saber ouvir a criança’, sentar e conversar. Elas são muito espontâneas”, conta Maria Angela Serri Francoio, educadora do MAC.  “A proposta é ligar as áreas de conhecimento, interligar os saberes. Aliás, é o desafio da educação”, completa.

Como a cada semana a visita é em um museu diferente, há uma conexão das atividades.

São feitas oficinas nos espaços da Universidade e também na Comunidade São Remo. As crianças fazem uma espécie de estudo prévio durante as atividades no projeto Girassol antes da passagem no museu.

“Essa dinâmica é para ajudar a pensar o museu como um todo. Pensar na exposição, na curadoria, nos processos. Discutimos temas necessários com as crianças”, explica Camilo de Mello Vasconcelos, professor da USP e coordenador do MAE.

Professor Camilo Vasconcelos
Professor Camilo Vasconcelos, coordenador do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP – Foto: Pedro Ezequiel / USP Imagens

Conhecimento de si

Em uma dessas atividades no MAE, as crianças foram divididas em grupos. Um integrante era vendado. Através do tato, ele sentia a textura e o formato de um objeto arqueológico e um etnológico. Depois, voltava para a sala onde estava seu grupo, e os descrevia. O grupo pintava no papel a representação do que o amigo contou.

“Essa brincadeira, como as outras, tem o objetivo de fazer com que elas aprendam por si. Que tenham autonomia para pensar”, conta Eduardo Rosa. Ele é estudante do curso de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em São Paulo, e bolsista no projeto. “Aprendo sobre o público, sobre as crianças, sobre dar aula. Era um contato que eu não tinha tanto na graduação.”

visita ao Museu de Anatomia
Eduardo acompanhando as crianças em visita ao Museu de Anatomia Veterinária (MAV) – Foto: Reprodução / MAE

Uma das propostas do projeto é justamente fornecer uma nova experiência no campo da extensão também para quem trabalha no ambiente do museu, tanto diretores quanto os estagiários de História, Educomunicação e Biologia.

“O MAE, por estar aqui do lado, é um recurso que nós não temos o costume de ir. O projeto abre esse horizonte para as crianças”, diz Samara Sousa. Ela é professora do projeto Girassol e acompanha as crianças nas visitas do período da tarde à USP. “É muito valioso ir ao museu. Elas passam aqui em frente com a mãe e pai e dizem: ‘Olha, eu já vim aqui! Vamos lá também!’. Isso incentiva de alguma maneira.” 

Samara Sousa
Professora Samara Sousa, do projeto Girassol da São Remo – Foto: Arquivo pessoal

No próximo ano, será feita uma exposição com todas as atividades feitas pelas crianças.

Espaço Girassol
Resultado de um dos grupos após a dinâmica – Foto: Pedro Ezequiel / USP Imagens

Histórias de mãos dadas

O nome do projeto é longo. Igual ao seu processo de criação. História que envolve o início do Museu de Arqueologia e Etnologia em seu novo prédio e os espaços de lazer da São Remo. Em 1993, o museu foi para um espaço ao lado da prefeitura do campus Cidade Universitária da USP onde ficava uma quadra de futebol para crianças e adultos. Mas o local foi desapropriado e isso gerou um desconforto para a direção do museu, que sentiu necessidade de dialogar com a comunidade e vice-versa.

Foram feitas atividades na Escola de Alfabetização de Adultos e com a Associação de Moradores. Tempos mais tarde, foi criada uma longa exposição envolvendo a vivência e a história dos moradores do bairro. Desde então, sempre há projetos em parceria, como o Integrando a Comunidade São Remo com Museus da USP: o patrimônio cultural, natural e artístico numa perspectiva conjunta de aprendizagem.

Ele foi remodelado, firmou a parceria com os coordenadores do Girassol e estendeu-se para os Museus de Anatomia Veterinária e de Arte Contemporânea. Assim, concorreu ao edital do programa Aprender na Comunidade da Pró-Reitoria de Graduação da USP, e pôde contratar estagiários e ampliar as portas de visitas.

Wellington Martins
Crianças participam de atividades em um dos espaços do MAE – Foto: Pedro Ezequiel / USP Imagens

“Os museus devem se abrir para as comunidades. Se ampliar, pensar na acessibilidade em diferentes formatos”, diz Vasconcelos, coordenador do MAE.

“Esse trabalho é para reforçar o nosso papel social. Devemos dialogar com todos, romper as barreiras invisíveis e visíveis que têm por aqui na USP”, ressalta Maurício André, educador do MAE. Uma troca de repertórios que resulta em um aprendizado conjunto, entre o novo e a história. Entre as crianças e os museus.

Pedro Ezequiel
Jornal Da USP

Outro Mundo

O artista visual Fabio Benetti inaugura a exposição Amor Profano, no dia 4 de outubro (sexta, às 19h), no Lounge do Tucarena, com curadoria de Iago Calegari.

A temática da mostra está em consonância com o enredo da peça teatral de mesmo nome, em cartaz no local, com os atores Vivianne Pasmanter e Marcello Airoldi. Além das sete telas expostas, duas integram o cenário do espetáculo, de Motti Lerner, com direção de Einat Falbel.

Os confrontos a que estamos sujeitos, entre tradição e contemporaneidade, ancestralidade e fé, foram motes para as obras de Fabio Benetti, que dialogam com a dramatugia da peça Amor Proano, trazendo a expressividade das manifestações inconscientes. As telas, que integram a série Fendas do artista, são trabalhadas com rasgos, rupturas e cortes sobre superfícies irregulares, em sua maioria.

O enredo da peçaVivianne Pasmanter e Marcello Airoldi interpretam um casal que vive uma instigante história de amor, na qual Deus surge como o terceiro protagonista. Eles se reencontram 20 anos após o traumático divórcio. Criados em uma comunidade ortodoxa judaica, em Jerusalém, o casamento acaba quando ele abandona as leis religiosas e segue uma vida secular em Tel Aviv.

Conheça o trabalho de Fabio Benetti: www.fabbenetti.com.

Palavras do curador Iago Calegari

Pode o amor rasgar o tecido de uma tradição? Fender a superfície de instituições ancestrais para libertar-se e concretizar-se como sentimento puro? Num complexo e constante confronto entre tradição, ancestralidade, fé, sentimentos e contemporaneidade, estamos a todo tempo sujeitos à quebra de paradigmas e profanação de tradições. No tear da existência, tecemos nossas próprias realidades com fios carregados de história. Na peça Amor Profano, a força do amor pode ser condutora de grandes rupturas cuja racionalidade e tradição nem sempre têm resistência suficiente para segurar, lançando-nos em dilemas inquietantes e batalhas internas desgastantes.

Em diálogo com a proposta dramatúrgica, Fabio Benetti, artista que trabalha a expressividade das manifestações inconscientes, apresenta parte de sua série Fendas em consonância às reflexões incitadas em Amor Profano, cujo processo tem acompanhado desde o princípio e cuja compreensão da temática lhe é bem familiar, uma vez que convive com a cultura e tradição judaicas muito próximas de si. Sobre a tela, trabalha com rasgos, rupturas, cortes sobre superfícies quase sempre regulares, parecendo abrir novas possibilidades de ver e sentir para além do plano externo,  superficial, lançando-nos num processo imersivo em sua obra e em nós mesmos. Benetti fende o véu que cobre a superfície para que enxerguemos além, no interior, e descubramos o quanto a força do amor e outros sentimentos humanos podem profanar nossas crenças e mudar nossa percepção sobre os mesmos objetos.

Fabio Benetti

O pintor Fabio Benetti projeta-se como autodidata no universo de sua pintura. Soma-se aos cursos que frequentou - na maioria, voltados à arte contemporânea - o seu ímpeto, seu impulso natural que externaliza suas ideias envoltas de influências do inconsciente: o acaso assume a bússola sensorial como guia de suas manifestações. Não há esboço ou esquema preestabelecido, tampouco um tema cuidadosamente pensado, tudo se afigura e formaliza no próprio ato da criação, à mercê da volatilidade de sentimentos e pensamentos fugidios, em que sua atitude de pintar e esculpir sobre a tela busca a expressão mais sincera e verossímil daquilo que a palavra não pode expressar. Exposições – Em 2019: Uma Outra Estória (Galeria Zero). Em 2018: Purgatório (individual, Galeria Tribo), Interseções (Focus LDN), Pouso Alto (coletiva, Galeria Cumaru, Brasília), Experiência Coletiva Transforma x Transmuta (Cordas Arte e Cultura), Fendas (Fresta) e 12ª Biennale D’Arte Internazionale (3º Prêmio Arte Abstrata, Sala Bramante, Roma-ITA). Em 2017: Salões de Exposição da Secretaria de Cultura e FUNDACI (Ilhabela, SP) e Espaço no Olhar (mostra, Instituto Tomi Ohtake). Em 2016: Origem e o Tempo (Galeria Rabieh), Entre o Saber e o Criar (Galeria Spazio Surreale) e Crossing - A vida em diferentes ângulos (Nigra Shafo Art Gallery). Em 2015: 6ª Edição Parte - Feira de Arte Contemporânea e Inquietudes (Galeria Luiz Maluf). Em 2018: Inferno de Nós (com Angela fernandaes, Passagem Literária da Consolação).

Serviço

Exposição: Fabio Benetti - Amor Profano
Abertura: 4 de outubro . Sexta, às 19h
Local: Tucarena (Lounge)
Visitação: sextas, sábados (das 19h às 21h30) e domingos (das 17h às 20h30).
Grátis. Encerramento: 23 de novembro de 2019

Espetáculo: Amor Profano. Texto: Motti Lerner. Tradução: Debi Aronis e Diana Berezin. Direção: Einat Falbel. Elenco: Vivianne Pasmanter e Marcello Airoldi. Temporada: 28/09 a 23/11/19. Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h. Ingressos: R$ 60 (sexta) e R$ 80 (sábado e domingo). Duração: 80 min. Classificação: 12 anos. Drama.

Tucarena
Rua Monte Alegre, 1024 (entrada pela Rua Bartira) – Perdizes. São Paulo/SP.
Tel: (11) 3670.8455 / 8454 - http://www.teatrotuca.com.br

Exposição Refugiados

“REFUGIADOS “

GILENO FÉLIX, é um operário das artes: faz versos, faz música, toca instrumento (bateria), pinta quadros, advoga, cozinha moqueca, feijoada e maniçoba , corta pano como um preciso alfaiate para ornar o corpo de linho branco da sua companheira. É laborioso. Escreveu livro (“O trem, a cidade, o cordel”); escreve contos, novelas, canções, estórias. É criativo: reinventa a vida!

Agora, com o artista plástico DAURI DIOGO, divide a exposição “Refugiados “, mantendo o movimento das velas que cruzam a Barra do Paraguaçu, o balançar dos saveiros do recôncavo baiano, a vida do pescador e das marisqueiras de sua terra-mãe, Salinas da Margarida, agrega temática social com o testemunho do sofrimento das massas deserdadas deste país continente que luta para consolidar o sentimento democrático no ânimo das pessoas. A sua trajetória é a da solidariedade!

Trabalho de Gileno Felix
Sem Título - Técnica mista em Placa - Gileno Félix
Trabalho de Gileno Félix
Sem Título - Técnica mista em Placa - Gileno Félix

DAURI DIOGO é artista plástico por gosto e vocação. Vindo de São Paulo há mais de quatro décadas , encontrou em nossa gente e paragens estímulo para desenvolver as suas formas geométricas em cores fortes como a nossa culinária e vestuário, ressaindo do conjunto da obra figuras reflexivas sob a condição humana nos nossos trópicos , no nosso chão, no nosso destino que teima em ser grandioso como as colunas dos conventos seiscentistas com as suas bibliotecas, repositório de sabedoria, dos terreiros dos templos ancestrais, espiritualizados, e da nossa academia de ciência, arte e poesia da vida sorvida nas ruas do Pelourinho, da sua esbórnia, na ginga da capoeira, no afoxé branco da paz.

Artista catalogado no Livro Imago Mundi from Brazil - Fundação Luciano Benetton, Itália, tem uma longa vivência no ambiente das artes (também é poeta) , pois já participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, colocando obras nos acervos do Tribunal de Justiça da Bahia, o mais antigo do país, do SENAC-SP, dentre outros, o que nos estimula a guardarmos um quadro seu entre os nossos pertences mais belos e desejados.

Trabalho de Dauri Diogo
Trabalhadora de Cacau - óleo sobre tela - 100x100 - Dauri Diogo
Trabalho de Dauri Diogo
Infinito - óleo sobre tela - 75x75 - Dauri Diogo

A exposição acontecerá entre os dias 03 de agosto e 28 de setembro de 2019, no MUNCAB - Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, espaço que se consolida como o “locus” das artes e da poesia no centro da velha Bahia.

Texto: Antonio Menezes Filho

 

Serviço

O que: abertura da exposição “Refugiados”, de Gileno Felix e Dauri Diogo
Quando: Sábado 03/08, a partir das 11h

Datas: 3 de agosto a 28 de setembro
Visitação: Terça a sexta das 9 às 16h
Onde: MUNCAB (Museu nacional da cultura afro-brasileira), Rua do Tesouro, 61, centro
Quanto: gratuito!

Miriam Nigri Schreier

São mais de trinta anos de atividade profissional. Mas Miriam Nigri Schreier continua em plena atividade criativa, e com a mesma energia da juventude. Em 7 de Agosto ela abre nova exposição individual, desta vez no espaço da Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos.

A mostra, que estará aberta a visitação até 22 de Setembro, apresenta um instigante conjunto de trinta e três trabalhos, metade deles produzidos nos três últimos anos. Estão reunidos sob o sugestivo título Cidades imaginárias, revelador da temática urbana que perpassa toda a obra recente da artista. A curadoria é de Carlos Zibel e Antônio Carlos Cavalcanti.

Predileção pelo vermelho – Como se vê na exposição Cidades imaginárias, o trabalho de Miriam Nigri Schreier é sempre luminoso, quente, nunca sombrio. "Em minhas construções eu procuro captar a luz, para expulsar a escuridão", afirma.

Expulsando a escuridão
"Expulsando a escuridão", pintura de 2019, técnica mista sobre tela, com 80cm x 148cm. Uma das obras de Miriam Nigri Schreier na exposição Cidades imaginárias.

A artista trabalha, invariavelmente, com formas muito geométricas, usando uma paleta de cores que vibram e criam uma notável ilusão de movimento. A mostra revela também a especial predileção da artista pelo vermelho, por muito vermelho. E, ainda, pelas telas em grandes formatos: "Nos quadros grandes eu me esparramo, respiro melhor", diz.

Miriam raramente planeja uma tela, poucas vezes sabe onde vai chegar. Ela conta que começa jogando livremente as tintas e, enquanto "elas vão se entrelaçando", segue conversando com a tela até chegar ao inesperado – "usando a experiência que tenho acumulada em meu consciente".

Em suas telas ela com frequência faz uso da colagem de recortes de papel e da aplicação de areia ou terra, para obter efeitos de textura. Outra de suas técnicas é a de "reprocessar" trabalhos anteriores: fotografa áreas de telas prontas, imprime a imagem na tela em branco e começa a pintar em cima. "Gosto muito da ideia de partir de alguma coisa minha", diz.

Cidades ilusórias – Vem de muito cedo a paixão de Miriam Nigri Schreier pelo fazer arte. Começou a pintar seus primeiros quadros com tinta a óleo aos treze anos de idade. E, diz hoje, "logo percebi que meu destino estaria ligado a esse trabalho".

Durante seu período de formação, a artista experimentou diversas formas de manifestação artística. No percurso, contou com a orientação dos professores Constantino Bolognese, Angel San Martin e Sergio Fingermann, até vir a se dedicar definitivamente apenas à pintura. "Para mim a pintura é uma busca para alcançar algo além do comum, para tocar alguma coisa mais transcendente", diz.

Ao longo do tempo Miriam Nigri Schreier sempre pôde exibir seu trabalho. A partir de 1986 ela vem construindo um impressionante currículo de dezenas de exposições individuais e coletivas, realizadas não apenas no Brasil mas também no Exterior. Já levou sua arte a cidades da América Latina (La Paz, Cuzco, Cidade do México), da Europa (Amsterdã, Budapeste, Roma, Cannes, Paris) e Estados Unidos. Por suas participações em salões de arte, recebeu diversas medalhas (de ouro, prata, bronze) e menções honrosas.

Neste nova exposição individual, Cidades imaginárias, Miriam Nigri Schreier inclui também algumas poucas gravuras em metal e pinturas sobre papel, do período 2013 e 2014. São trabalhos que fazem contraponto com as telas de produção mais recente, em maioria na mostra, e permitem ao espectador acompanhar a evolução de sua linguagem e as mudança técnicas, que tiveram início em 2012.

Nas palavras da artista, "meu atual trabalho é desenvolvido através da construção e desconstrução de imagens". E acrescenta: "este conjunto de novas obras nasce de uma revisão de minha própria pintura, onde as imagens estão mudando e resultando em outras imagens, que às vezes aparecem como cidades ilusórias, imaginárias e estilizadas."
Serviço

A Pinacoteca Benedicto Calixto fica na Av. Bartolomeu de Gusmão 15, Boqueirão, Santos, tel. (13) 3288-2260.
A exposição Cidades imaginárias, de Miriam Nigri Schreier, tem abertura em 7 de Agosto de 2019, quarta-feira, às 19 horas.
Visitação de 8 de Agosto a 22 de Setembro de 2019, de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas. Entrada franca.

Em Diálogo

Projeto premiado pela Funarte é resultado do trabalho conjunto da fotógrafa Ana Angélica Costa e da performer Mariana Vilela

Duas artistas que têm se destacado na cena contemporânea, a fotógrafa Ana Angélica Costa e a performer Mariana Vilela apresentam, a partir de abril, na Casa de Eva, em Campinas (SP), a exposição Em Diálogo. A mostra, contemplada no Prêmio Funarte Artes Visuais – Periferia e Interiores, é resultado do trabalho conjunto feito pelas artistas. Com uma câmera artesanal analógica de longa exposição, Ana capturou diversas performances realizadas nos últimos meses por Mariana.

A exposição inclui também um vídeo sobre o processo criativo das artistas e conta um pouco das surpresas dessa produção. A abertura é no dia 5 de abril, sexta-feira, às 19h, e a visitação às quintas e sextas, das 14h às 18h. Outros dias e horários podem ser agendados através do e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. Depois de Campinas, a mostra segue para Santo André, onde será inaugurada no dia 6 de julho, sábado, às 15h, na Casa do Olhar Luiz Sacilotto. A visitação ao público será de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 15h.

Além de fotógrafa, Ana Angélica Costa é gestora do espaço alternativo Casa de Eva, que realiza em Campinas diversos trabalhos na área das Artes Visuais, formação artística e difusão cultural. Mariana Vilela é performer e mora em Campinas, tem grande atuação artística na região do ABC Paulista, onde viveu por mais de uma década. Ambas as artistas dialogam com o contexto contemporâneo do outro, de como ver o outro de uma forma única, entendendo seu corpo e espaço.

Serviço

Exposição Em Diálogo

Campinas

Abertura: 5 de abril, sexta-feira, às 19h
Visitação: às quintas e sextas, das 14h às 18h (para outros dias e horários, agendar pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.)
Local: Casa de Eva
Rua Desembargador Antão de Moraes, 588
Cidade Universitária II – Barão Geraldo – Campinas (SP)

Santo André

Abertura: 6 de julho, sábado, às 15h
Visitação: de terça a sexta, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 15h
Local: Casa do Olhar Luiz Sacilotto
Rua Campos Sales, 414, Centro – Santo André (SP)

Este projeto foi contemplado no Prêmio Funarte Artes Visuais – Periferia e Interiores

Funarte

Assédio - Obra de Fábio Benetti

Com curadoria de Iago Calegari, a mostra traz o diálogo entre as obras dos dois artistas.

Os artistas visuais Angela Fernandes & Fabio Benetti inauguram a exposição conjunta Inferno de Nós, no dia 3 de agosto, sábado, na Passagem Literária da Consolação, às 16 horas. A mostra - que fica em cartaz até o dia 4 de outubro - tem curadoria assinada por Iago Calegari.

A visitação é livre, sem cobrança de ingressos, uma ótima oportunidade de conhecer o inusitado espaço cultural subterrâneo que fica na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.

Inferno de Nós reúne 14 obras que, segundo o curador, buscam expor o complexo diálogo entre os dois artistas: embora apresentem diferentes polarizações, não são expressões contrárias. O ponto de interseção está na reflexão, na tênue linha entre o internar de Angela e o externar de Fabio.

“O diálogo entre as obras de Angela Fernandes e Fabio Benetti firma-se num processo contínuo de alternância entre superfície e substância, evocando à volatilidade existencial e às manifestações dos sentimentos e sofrimentos que por vezes tomam o outro como oposição, inimigo, e acabam por voltarem a si, aos infernos com que lidamos todos os dias, infernos internos, infernos externos, infernos outros e os mesmos”, comenta o curador.

Obra de Angela Fernandes
Obra de Angela Fernandes - 2019 - foto: divulgação,acervo pessoal

A arte de Angela Fernandes leva à reflexão interna, provoca o expectador a pensar com um trabalho de óleo sobre tela carregado de sensações. Sua obra nasce de um sentimento e parte para o subconsciente sem ser totalmente abstrata. As obras de Fábio Benetti exploram de forma crítica as sensações externas (políticas, sociais, morais, econômicas) e fazem refletir sobre o que somos e sobre as agruras do viver em sociedade. Em suas criações ele usa técnica mista de material reciclado, retirado do lixo, com pigmentos.

Eva - Obra de de Fábio Benetti
Eva - Obra de de Fábio Benetti - 2018 - foto: divulgação

Serviço

Exposição: Inferno de Nós
Artistas: Angela Fernandes & Fabio Benetti
Curadoria: Iago Calegari
Inauguração: 3 de agosto - Sábado, às 16h
Visitação: 3 de agosto a 5 de outubro
Horários: Segunda a sexta (7h às 20h) e sábados e feriados (10h às 20h)
Grátis
. Classificação: Livre.

Local: Passagem Literária da Consolação
Rua da Consolação, esquina com a Av. Paulista (metrô Consolação), s/ nº. São Paulo/SP.
Informações:
www.iagocalegari.com

Briozoários

Imagem dos animais marinhos ganhou primeiro lugar em uma das categorias do Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte do CNPq

A pós-graduanda Karine Bianca Nascimento, do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da USP, ganhou o primeiro lugar na categoria Imagens Produzidas por Instrumentos Especiais (Ópticos, Eletromagnéticos e Eletrônicos) da oitava edição do Prêmio de Fotografia – Ciência & Arte do CNPq.

A premiação foi criada em 2011 e tem como principal objetivo incentivar a produção de imagens relacionadas à temática de Ciência, Tecnologia e Inovação. Nas sete edições anteriores, 60 trabalhos oriundos de todas as regiões do Brasil foram premiados.

A imagem, intitulada pela autora como Briozoários: esculturas oceânicas em miniatura, mostra parte de uma colônia de briozoários fotografada com o auxílio de um microscópio eletrônico de varredura, equipamento que produz imagens com considerável profundidade de campo.

Os briozoários são animais marinhos que geralmente vivem fixados ao substrato e são facilmente confundidos com algas ou corais. Na foto, a espécie Beania pulchella é vista com um aumento de 50 vezes. Esta espécie, raramente encontrada, só havia sido registrada duas vezes, uma em 1929 e uma em 1943, em pequenas ilhas ao norte da Nova Zelândia, e imagens como esta não haviam sido apresentadas para a comunidade científica até então. A colônia é arranjada por indivíduos (as estruturas verticais alongadas na foto) que se mantêm unidos entre si através de conexões tubulares (não visíveis) por onde trocam nutrientes. Os espinhos protegem as partes moles e delicadas de cada indivíduo contra predadores. Alguns destes possuem um “capuz”, estrutura na qual as larvas são incubadas antes de estarem prontas para saírem nadando em mar aberto, onde, em tempo apropriado, encontrarão um substrato para se fixar e dar origem a uma nova colônia.

Durante o período de incubação, as larvas recebem alimento do “indivíduo-mãe”, em um sistema parecido com o placentário encontrado nos mamíferos.

A imagem foi feita em 2016 no National Institute of Water and Atmospheric Research, instituto de pesquisa na Nova Zelândia, durante um período em que a pesquisadora estudou a coleção científica de briozoários de lá.

“O que me alegra, além de ganhar o prêmio em si (claro!), é ver a imagem de animais que eu venho trabalhando há anos ser divulgada para a comunidade não científica. Esse é um grupo geralmente pouco conhecido até mesmo para biólogos e imagens como essas ficam restritas a pesquisadores que trabalham com esses organismos”, conta a pesquisadora.

Karine vem participando e desenvolvendo pesquisas com briozoários no Cebimar desde 2011. Agora está finalizando seu doutorado, com orientação do professor Álvaro Migotto, no qual redescreve espécies que haviam sido pouco estudadas e descreve espécies ainda não conhecidas para a ciência, principalmente com o auxílio de equipamentos que permitem fazer imagens como esta e ver detalhes nunca antes observados.

Na mesma categoria em que Karine ganhou o primeiro lugar, Imagens Produzidas por Instrumentos Especiais (Ópticos, Eletromagnéticos e Eletrônicos), Lienne Silveira de Moraes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), ficou com a segunda colocação por sua foto Buquê de Leishmania, e em terceiro lugar, Rogério Ribeiro Marinho, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pela imagem O hidrossistema de Anavilhanas.

Buquê de Leishmania
Buquê de Leishmania – Foto: Lienne Silveira de Moraes/CNPq
O hidrossistema de Anavilhanas
O hidrossistema de Anavilhanas – Foto: Rogério Ribeiro Marinho/CNPq

Na categoria Imagens Produzidas por Câmeras Fotográficas os vencedores foram, respectivamente, Raquel de Oliveira Barreto, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Whaldener Endo, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros/Cenap-SP/ICMBio em colaboração com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), e Edson Faria Júnior, da Universidade Federal Fluminense (UFF) em colaboração com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Velhices
Velhices que brotam no/do semiárido mineiro – Foto: Raquel de Oliveira Barreto/CNPq
Sagui branco
Sagui branco (Mico argentatus) – Foto: Whaldener Endo/CNPq
algas
O balé das algas – Foto: Edson Faria Júnior/CNPq

Jornal Da USP

Com informações do Cebimar e do CNPq

placas de aço

Duas placas de aço de 18,6 metros de altura, cada uma pesando 70 toneladas, formam a escultura Echo, concebida pelo escultor norte-americano Richard Serra e instalada de modo permanente no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo. A inauguração oficial aconteceu neste sábado, 23 de fevereiro, e a obra está aberta à visitação pública.

Para a instalação da obra em um espaço bastante reduzido (o terreno possui uma área de 120 metros quadrados) e de grande fluxo de veículos e pedestres (o centro cultural está localizado na quadra delimitada pela Avenida Paulista, Rua da Consolação, Rua Bela Cintra e Rua Antonio Carlos), equipes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) forneceram apoio a uma série de atividades prévias à montagem das esculturas.

A complexidade do trabalho acabou por demandar do IPT, ao final, um período de 18 meses, desde setembro de 2017, e concluído agora em fevereiro de 2019: a primeira etapa foi o estudo da documentação dos projetos.

“O estudo feito pelo IPT mostrou que os projetos de fundações das esculturas eram adequados para o suporte dos carregamentos das peças, mas eram necessárias verificações in loco tanto das fundações como das estruturas do edifício ao lado”, explica a pesquisadora e coordenadora do estudo, Gisleine Coelho de Campos, da Seção de Geotecnia do Instituto, que trabalhou em conjunto com a Seção de Engenharia de Estruturas e o Laboratório de Corrosão e Proteção.

O projeto inicial de escoramento das lajes do edifício vizinho – continua ela – foi revisado e adaptado à medida que as inspeções e os resultados dos ensaios de campo e de laboratório apontaram a necessidade de ajustes e de escoramento das novas estruturas – um exemplo foi a necessidade de sustentação de um muro de contenção existente entre o IMS e o prédio ao lado, localizado na Rua Bela Cintra, que é ocupado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.

Uma série de inspeções técnicas, antes da instalação das esculturas, foi realizada no prédio da secretaria pelas equipes técnicas do IPT. Os resultados não mostraram anomalias na edificação que pudessem comprometer o processo de instalação, explica o pesquisador Fabio Ioveni Lavandoscki, da Seção de Engenharia de Estruturas, mas indicaram a necessidade de reavaliação do projeto das fundações das esculturas, em face de excentricidades constatadas em campo e, em especial, de revisão da geometria das bases e das soldas das peças metálicas que compunham a obra de arte.

Ensaios e Validação – Ensaios de laboratório e de campo foram executados pelo IPT durante o projeto: no primeiro caso, corpos de prova de concreto e de argamassa do prédio vizinho foram avaliados pelo Laboratório de Materiais de Construção Civil do Instituto, e os resultados apontaram a necessidade de inclusão de peças adicionais no sistema de escoramento – “isso era necessário para uma melhor distribuição das tensões e consequente redução da probabilidade de danos nos elementos estruturais do edifício”, explica Gisleine. Foram também ensaiados alguns arranjos dos sistemas de escoramento, simulando as condições previstas para campo, os quais comprovaram a capacidade resistente prevista.

Ensaios de esclerometria são os mais usados no mundo para analisar a qualidade do concreto na obra e validar, de modo não destrutivo, a uniformidade do material nas diferentes partes de uma estrutura. Os resultados dos testes feitos nos blocos de fundação das esculturas apontaram a homogeneidade do material. Além disso, tanto no solo do terreno ocupado pelo IMS quanto no do prédio vizinho, foram feitas provas de carga sobre placas – elas corroboraram os estudos de projeto e indicaram a necessidade de redução e de melhor distribuição dos carregamentos oriundos do guindaste, demais equipamentos e esculturas, por meio dos escoramentos, para o terreno suporte.

As inspeções iniciais feitas pelo Laboratório de Corrosão e Proteção para a instalação das esculturas apontaram a necessidade de execução de novos estudos. O novo projeto das soldas da obra de arte, que ficou a cargo de uma empresa norte-americana, introduziu modificações principalmente no aumento da seção resistente das soldas em relação à situação encontrada nas investigações.

A especificação do procedimento de soldagem (EPS) e o registro da especificação do procedimento de soldagem (RQPS) foram aprovados pelo International Institute of Welding. Os relatórios de inspeção por líquido penetrante e ultrassom atestaram que as soldas estavam aprovadas conforme critérios estabelecidos pelo código ASME. “A documentação fornecida atestou que tanto o projeto quanto a execução e a inspeção das soldas foram realizados conforme normas internacionais adequadas para a construção de estruturas soldadas”, explica o pesquisador Hamilton Lelis Ito.

“Os resultados de todas as atividades executadas pelo IPT foram apresentados ao IMS e compartilhados com as empresas envolvidas no processo de instalação, resultando na revisão e adaptação de procedimentos e métodos para a garantia da segurança da montagem da obra”, resume Gisleine.

Fase Final de Monitoramento – Após a finalização dos estudos de todas as equipes e empresas envolvidas no processo, seguida pela tomada de providências por parte do IMS para atendimento às recomendações, a instalação das esculturas ocorreu no dia 2 de fevereiro. Ficou a cargo do IPT monitorar o comportamento das patolas do guindaste, em termos de deslocamentos verticais, e do sistema de escoramento, com controle amostral das cargas atuantes. A instalação seguiu todos os procedimentos previstos com sucesso e o resultado pode agora ser visto por todos no prédio do IMS.

Obras do artista estão espalhadas em todo o mundo: as Torqued Ellipses no Dia Center For the Arts e no Museum of Modern Art (MoMa), ambos em Nova York; o conjunto de oito peças The Matter of Time, no Museu Guggenheim de Bilbao (Espanha); a Te Tuhirangi Contour, uma lâmina de aço de 260 metros instalada na Gibbs Farm, Nova Zelândia, e também a East-West/West-East, série de placas de aço na Reserva Natural de Brouq, no Catar, que também abriga outra obra de Serra, a escultura 7, localizada ao lado do Museu de Arte Islâmica em Doha.

IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado

Exposição Refugiados

Os artistas Dauri Diogo e Gileno Félix com a exposição Refugiados, vem através da arte chamar à atenção para uma tragédia que sempre acompanhou a humanidade e que tem se agravado com o mundo mais globalizado.

Dauri Diogo usa formas geométricas e múltiplas cores em seus trabalhos, há também figuras humanas em posição de reflexão e meditação, e em posição de busca que são marcas registradas do seu trabalho. Faz um neo-geo, cuja placidez a figura se encarrega de romper, seduzindo o expectador para uma arena psicológica carregada de intenções.

Trabalhadora de Cacau
Trabalhadora de Cacau - óleo sobre tela - 100x100 - Dauri Diogo
Infinito
Infinito - óleo sobre tela - 75x75 - Dauri Diogo
Trabalhos de Dauri Diogo

Gileno Félix usa técnica mista com cores intensas e vibrantes, figuras em movimento que atrai o expectador para um universo lúdico de magia e reflexão. Embora o tema retratado seja de dor, seus trabalhos contém uma suavidade que nos faz enxergar boas perspectivas para essa grande tragédia humana.

Trabalho Gileno Félix
Sem Título - Técnica mista em Placa
Trabalho Gileno Félix
Sem Título - Técnica mista em placa

Sobre os artistas.

Dauri Diogo, artista paulista radicado na Bahia há 44 anos.
Letrista, possui várias conções gravadas. Curso de pintura acadêmica 92/94. Curso no museu de Arte Moderna da Bahia de 90 hs. 1996 . Artista catalogado no livro - Imago Mundi - Brazil: Land of the Future – Contemporary Artists from Brazil - Fundação Luciano Benetton – Italia. Participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Possui obras com vários colecionadores do Brasil e de Vários países. Obras no acervo do Tribunal de Justiça da Bahia, SENAC/SP entre outros. https://dauridiogo.com

Gileno Félix, Baiano da cidade de Salinas da Margarida. Advogado, Poeta, Compositor. Compositor reconhecido, tem várias músicas gravadas. Fez várias exposições no estado da Bahia. Possui obras no acervo do Museu Histórico de Jequié e Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira.

Serviço

Exposição Refugiados

Dauri Diogo e Gileno Félix
Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncabe)
Período: 03 de agosto a 28 de setembro
Visitação: Terça a sexta das 9:00 as 16:00 horas

Muncab
Rua do Tesouro, 61/127
Centro – Salvador – Ba

Obra Mari

O evento terá a presença da cantora Warcela Gader 

No dia 04 de abril, quinta-feira, o Galpão das Artes Urbanas, na Gávea, apresenta a exposição ‘É, Maria, Maria’ sob a curadoria do artista plástico Herik Wooleefer e Ju Yao, com a produção da CAW, e participação de artistas nacionais e estrangeiros. A mostra tem como temática a violência contra a mulher, utilizando sempre variados resíduos como matéria-prima. Durante o evento, haverá apresentação da cantora Warcela Gader com composições de estilos como pop, hip hop e funk carioca e oficina de reuso gratuita para escola. A entrada é gratuita e será realizado na rua Padre Leonel França, s/n°, Gávea – em frente ao Planetário, a partir das 15h30.

No espaço, o público poderá apreciar as obras dos seguintes artistas: Herik Wooleefer, Ju Yao, Angela Camelo, Tales Macedo, Abdoul Ganiou Dermani (Alemanha), Rafiou Gbadamassi (África) e Papoola Nurudeen (Nigéria).

A mostra visa dar visibilidade as conquistas femininas, que ultrapassa barreiras da representatividade da mulher. São obras que mostram a beleza feminina em suas verdadeiras faces através de obras feitas de resíduos de matéria-prima como: plásticos, latas de alumínio, restos de equipamentos eletrônicos, embalagens, papel, tecidos, linhas, isopor entre outros. São obras realizadas em telas, fotografias, escultura, instalação e colagem.

A partir das 16h, o público poderá conferir a performance musical da cantora e bailarina Warcela Gader com interpretações de diversos estilos como pop, hip hop e funk carioca.  A artista iniciou sua carreira solo em 2018 e já lançou sua nova música de trabalho, ‘9 às 6’.

Warcela Gade

Sobre a CAW

Criada em 2006, por Herik Wooleefer. O objetivo da CAW (Cooperativa de artistas Wooleefer) é oferecer qualificação profissional em teatro, audiovisual, canto, música, artes, dança e fotografia, com o intuito de contribuir para a inserção no mercado de trabalho e a geração de renda. Herik também é escritor, produtor de arte e moda, diretor teatral, cineasta e roteirista, já recebeu, em seus 22 anos de carreira, diversas premiações e homenagens no Brasil, além dos seus projetos sociais.

Serviço:

Galeria das Artes Urbanas recebe exposição ‘É Maria, Maria’, oficina de reuso
Data: 04 de abril (quinta-feira)
Horário: a partir das 15h30

Show warcela Garder
Horário: a partir das 16h
Entrada: Gratuita
O Galpão de Artes Urbanas fica na Rua Padre Leonel França, s/n°, Gávea – em frente ao Planetário. 

MAC-USP

Estão abertas, até 28 de fevereiro de 2019, as inscrições para a seleção de projetos de exposições temporárias a serem realizadas no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP) no período 2019/2020.

Os objetivos do edital são incentivar a pesquisa contemporânea em artes visuais, apresentar trajetórias artísticas e valorizar e promover a arte moderna e contemporânea brasileira e do exterior com a intenção de torná-la acessível ao público. Serão selecionadas propostas de exposições individuais ou coletivas e projetos de curadoria de exposições.

Poderão participar do programa pessoas físicas e jurídicas envolvidas com as artes visuais. As pessoas físicas podem ser indivíduos ou representantes de grupo de artistas maiores de 18 anos. Para pessoa jurídica, a empresa não poderá ter em seu contrato finalidade comercial e sim cultural específica na área de artes visuais no contrato social, com atividades comprovadas em apresentação de portfólios em exposições.

As inscrições são gratuitas, devendo ser enviadas pelos Correios para o endereço: avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, Ibirapuera, São Paulo, SP, CEP 04094-050. Os projetos apresentados deverão ser exclusivos para a Programação de Exposições 2019/2020.

A seleção será realizada por três docentes do MAC-USP, todos pesquisadores e especialistas em arte moderna e contemporânea, e um convidado externo. Serão selecionados três projetos, e o resultado da seleção será publicado no site do Museu, no dia 17 de abril.

As exposições dos artistas selecionados serão organizadas de acordo com programação, cronograma e orçamento definidos pelo MAC no decorrer do período de 2019/2020 e terão duração de três meses, com orçamento de R$ 35 mil para cada uma das mostras.

Mais informações: www.mac.usp.br/mac/conteudo/institucional/edital/edital_20192020.asp

Agência FAPESP