Ciência

cérebro humano

Mapear pequenas variações no genoma humano capazes de influenciar a arquitetura do córtex cerebral e a predisposição a doenças como esquizofrenia, epilepsia, autismo, transtorno bipolar, anorexia, depressão, demência e várias outras. Esse foi o objetivo de um estudo que envolveu mais de 360 cientistas de 184 instituições em todo o mundo. Os resultados foram publicados nesta quinta-feira (19/03) na revista Science.

Com base em exames de 51.665 pessoas, de diversos países, os cientistas identificaram 306 variantes genéticas que influenciam a estrutura de regiões-chave do cérebro. A investigação foi conduzida no âmbito de um consórcio internacional chamado ENIGMA (acrônimo em inglês para Melhorando a Neuroimagem Genética por Metanálise), dedicado a estudar diversas doenças neurológicas e psiquiátricas.

evento promovido pela FAPESP

Astrofísica, inteligência artificial, biologia e estatística são algumas das áreas que, combinadas, têm gerado pesquisas de impacto nos últimos anos. Em São Paulo e no Reino Unido, um passo fundamental para o aumento de parcerias como essas é a crescente colaboração entre pesquisadores de diferentes disciplinas em diversos países.

“É muito importante poder enxergar novos cenários de pesquisa, criar novas colaborações e empreender projetos mais complexos. Isso é fundamental para enfrentar os desafios que teremos no futuro, que vão desde biodiversidade e mudanças climáticas até energia e outras áreas de impacto para a sociedade. Por isso, a internacionalização é estratégica”, disse Ronaldo Pilli, vice-presidente da FAPESP, durante o simpósio UK-Brazil Frontiers of Science, realizado em

física de alta energia

A FAPESP assinou um memorando de entendimento com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), dos Estados Unidos.

O acordo tem o objetivo de promover e aprofundar a cooperação científica e tecnológica entre pesquisadores do Estado de São Paulo e do laboratório de pesquisa do Departamento de Energia dos Estados Unidos em física de alta energia, incluindo neutrinos – partículas elementares que viajam a uma velocidade muito próxima à da luz.

A colaboração pode incluir o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação, além de colaboração em pesquisa, organização de workshops, palestras, simpósios e reuniões conjuntas e outras formas de cooperação.

"O acordo abrirá oportunidades para jovens pesquisadores de qualquer nacionalidade iniciarem suas carreiras em

membrana de poliuretano

Com apoio da FAPESP e do Fundo de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da Unicamp, o estudo foi publicado no artigo Polyurethane fibrous membranes tailored by rotary jet spinning for tissue engineering applications da revista Journal of Applied Polymer Science.

O biomaterial desenvolvido é uma nova membrana de poliuretano produzida por rotofiação, técnica que produz as fibras por meio da aplicação da força centrífuga. A nova membrana não apresentou nível tóxico em contato com osteoblastos in vitro, ou seja, tem boa interação com células envolvidas na formação dos ossos do corpo humano.

A membrana é um tipo de rede muito fina, estruturada para permanecer temporariamente no corpo. O biomaterial dá suporte para o crescimento

Simulação computacional

Transições de fase clássicas ocorrem quando determinados parâmetros, como a temperatura ou a pressão, variam. Os exemplos mais conhecidos são as transições de fase da água, passando do estado sólido para o líquido e do líquido para o gasoso, com a elevação da temperatura. Já as transições de fase quânticas ocorrem sem a variação desses parâmetros. Ao contrário, as mais notáveis acontecem em temperaturas estáveis extremamente baixas, próximas do zero absoluto, em patamares da ordem do nanokelvin ou até do picokelvin.

Um estudo, realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Araraquara, investigou uma transição específica na qual o material muda radicalmente de comportamento em relação à condutividade elétrica, passando de superfluido ou supercondutor

tecido tumoral de cão da raça dachshund

Pesquisadores brasileiros acabam de comprovar em cachorros o potencial do vírus zika para combater tumores avançados no sistema nervoso central. Os resultados do estudo foram publicados nesta terça-feira (10/03) na revista Molecular Therapy.

Três animais com idade avançada e tumores espontâneos no cérebro foram tratados com injeções virais por cientistas ligados ao Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP na Universidade de São Paulo (USP).

“Observamos uma reversão surpreendente dos sintomas clínicos da doença, além de redução tumoral e aumento de sobrevida – e com qualidade, que é o mais importante. Além disso, o tratamento foi bem tolerado e não houve

Colisão de asteroides

Ao colidirem, há bilhões de anos, alguns asteroides formaram famílias compostas por fragmentos com até centenas de quilômetros, que compartilham órbitas semelhantes.

Outros asteroides, ao entrarem em um estado de rotação muito rápida, denominada rotação crítica, desprenderam fragmentos de rocha pouco massivos, com até alguns quilômetros de diâmetro, dando origem aos chamados grupos de fissão rotacional.

Até então, os grupos de fissão conhecidos não estavam relacionados com as famílias de colisão. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá, por meio de um projeto apoiado pela FAPESP, indicou, porém, que alguns deles podem ter sido originados justamente de famílias de asteroides colisionais.

Os resultados do estudo, que teve participação de

bactéria oportunista

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descreveu um sistema presente em uma espécie de bactéria oportunista, encontrada em ambientes hospitalares, capaz de injetar um coquetel de toxinas e eliminar completamente outras bactérias competidoras. A descoberta pode ajudar, futuramente, no desenvolvimento de novos compostos antimicrobianos.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado na PLOS Pathogens por pesquisadores do Instituto de Química e do Instituto de Ciências Biomédicas, ambos da USP.

Os pesquisadores descobriram que a bactéria Stenotrophomonas maltophilia, ao competir com outros microrganismos por espaço e alimento, utiliza um sistema de secreção que produz um coquetel de toxinas para ser injetado nas rivais. Além disso, os pesquisadores caracterizaram uma das 12 proteínas

gêneros Ambidensovirus e Chapparvovirus

Duas novas espécies de vírus foram identificadas no sangue de pacientes com sintomas semelhantes aos da dengue ou da zika, como febre, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele. Um dos microrganismos pertence ao gênero Ambidensovirus e foi encontrado em amostra coletada no Amapá. O outro, presente em amostra do Tocantins, pertence ao gênero Chapparvovirus. Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados na revista PLOS ONE.

“O que mais nos surpreendeu foi encontrar em amostra humana um Ambidensovirus. Espécies desse gênero só haviam sido descritas em insetos, crustáceos e outros invertebrados. Nunca em mamíferos”, contou Antonio Charlys da Costa, pós-doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e um

Vasos sanguíneos da retina de um camundongo com retinopatia

Pesquisadores identificaram uma assinatura genética com valor prognóstico capaz de prever a sobrevida de pacientes com certos tipos de câncer de mama. A descoberta leva também a uma melhor compreensão sobre os mecanismos moleculares de um processo de vascularização conhecido como angiogênese patológica, essencial para o desenvolvimento de diversas doenças.

A pesquisa, publicada na revista PLOS Genetics, combinou estudo sobre genes envolvidos na retinopatia patológica – lesões oculares que também servem como modelo para o estudo de angiogênese – e dados da expressão gênica (transcritoma) de bancos de dados públicos sobre o câncer de mama.

Realizado por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) em colaboração com o Instituto de Pesquisa

programa Ciência Aberta

A ciência registra que o Homo sapiens tem um antepassado comum, o Homo habilis, que, segundo algumas teorias, teria saído da África em direção ao Cáucaso há cerca de 2,4 milhões de anos; as espécies humanas que surgiram depois se espalharam por todo o mundo. A saga do homem é contada pela Arqueologia – com base em achados fósseis – e, mais recentemente, também pela Genômica, que trouxe para a ciência ferramentas poderosas para a investigação do passado.

As duas narrativas sobre a origem do homem – a da Arqueologia e da Genômica –, no entanto, divergem em vários pontos. E alguns destes pontos de divergência ficaram evidentes no oitavo episódio do programa Ciência Aberta,