Banco do Brasil traz Paulinho da Viola a Florianópolis30/10/2008 11:00 por Esteta Beleza e Arte em Música e lida 747 vezes
O Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante traz a Florianópolis show de Paulinho da Viola, com repertório do CD/DVD MTV Acústico, no dia 7 de novembro, às 21hs, no Teatro do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, como parte das comemorações 200 anos do Banco do Brasil. A cidade já foi contemplada por outras atrações do CCBB Itinerante no primeiro semestre. Nessa etapa, além do show, acontecem a mostra de cinema O Ator Por Trás das Câmeras, de 24 a 31 de novembro, e a exposição Moedas Não Convencionais, que será realizada entre 7 e 14 de novembro. No show, Paulinho da Viola irá reviver clássicos de sua carreira, como “Coração Leviano”, “Amor é Assim”, “Pecado Capital”, “Sinal Fechado” e outras 17 canções. Também serão apresentadas parcerias com Hermínio Bello de Carvalho (“Timoneiro”), Elton Medeiros (“Onde a Dor não Tem Razão”), Capinam (“Coração Imprudente”) e Mauro Duarte (“Foi Demais”). Duas dessas uniões criativas são recentes: com Arnaldo Antunes e Marisa Monte, Paulinho compôs “Talismã” e com Eduardo Gudim, “Ainda Mais”. Na seleção, há, ainda, o clássico de Lupicínio Rodrigues, “Nervos de Aço”. As músicas mais antigas do repertório datam da primeira metade dos anos 70, quando Paulinho tornou-se conhecido em todo país. São desse momento histórico “Foi um Rio que Passou em Minha Vida”, “Dança da Solidão” e “Argumento”. O sambista estará acompanhado de 10 músicos, alguns com mais de 25 anos de convivência no palco com o cantor. São os casos de Cristóvão Bastos no piano e nos arranjos, Dininho Silva no baixo, Mario Seve nos sopros, Celsinho Silva no pandeiro, Hércules Nunes na percussão e João Rabello no violão de seis cordas. O coro é composto por Beatriz Rabello, Muiza Adnet e Cristina Buarque. Marcos Esguleba completa a formação na percussão. Sobre o artista No começo dos anos 60, aproximou-se da velha guarda da Portela e, com a composição de “Recado”, parceria com Casquinha, tornou-se integrante da ala de compositores da escola de samba. Ainda nessa década, ficou amigo de Cartola e dos sambistas da Mangueira. Participou do show Rosa de Ouro em 1965, mesmo ano em que, com o conjunto Voz do Morro, gravou o disco Roda de Samba 1,2 e 3. Em 1968, gravou o primeiro disco solo e, no seguinte, “Sinal Fechado”, de sua autoria, ganhou V Festival da MPB. Os anos 70 foram intensos. Gravou alguns dos discos pelos quais é mais reconhecido, como “Foi um Rio que Passou em Minha Vida” (1970), “A Dança da Solidão” (1972) e “Nervos de Aço” (1973). Se nos anos 80 o ritmo diminuiu, a popularidade aumentou nos anos 90, assim como o prestígio, depois dos lançamentos de Beba do Samba (1996) e Beba da Chama (1997). Reconhecido como herdeiro dos legados de Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho, Paulinho é considerado o modernizador do samba tradicional, com o qual jamais rompeu. Repertório previsto Ficha Ténica |
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