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Version 2.03

Esteta
Do Grego αισθητές
(aisthetés)
("aquele que sente")

Algumas definições

Especialista ou com conhecimentos profundos em estética.
Alguém que aprecia a beleza e a arte.
Pessoa que aprecia e pratica o belo como valor essencial.
Crítico, escritor que se dedica ao estudo da estética.

Arquitetura

Aprovada lei que reduz custo para registro de imóveis de interesse social
Por Esteta Beleza e Arte
Arquitetura
06/01/2009 03:09

Lei também reduz por cinco anos custo para regularização e deve beneficiar pelo menos 700 mil imóveis inscritos no Programa Cidade Legal da Secretaria de Estado da Habitação<br /><br />A Assembléia Legislativa aprovou ontem projeto de lei encaminhado pelo Governo do Estado que reduz o valor dos emolumentos pagos aos cartórios para o primeiro registro de imóveis de interesse social. Para registrar uma unidade da CDHU ou da Cohab, o mutuário que pagaria em média R$ 255,84 irá gastar R$ 160,00. Para imóveis de interesse social viabilizados por<br />empresas privadas, o valor do registro de um imóvel de R$ 70 mil cai de aproximadamente R$ 1,8 mil reais para R$ 385,20. A lei reduz o custo também das certidões negativas, exigidas para cada um dos titulares do contrato no momento do registro, de R$ 28,43 para R$ 12,80.<br /><br />Para aplicação dos valores reduzidos são considerados os imóveis produzidos ou financiados com recursos públicos, construídos por<br />cooperativas habitacionais ou associações de moradia, ou edificados pela iniciativa privada em área declarada de interesse social pela prefeitura, com valor até R$ 70 mil.<br /><br />Além dos proprietários, a CDHU, a Cohab e as empresas que investirem em habitação social serão beneficiadas, pois a lei prevê descontos nos atos <br />anteriores ao registro do imóvel, como registro do parcelamento de solo, averbação de construção, instituição de condomínio e abertura de matrículas. Para empresas públicas, associações e cooperativas de moradia a redução será de 75% e para a iniciativa privada, a redução será de 50%. <br /><br /><br />O objetivo da lei também é promover a regularização, reduzindo o valor do primeiro registro de imóveis para os processos de regularização que se iniciarem até o ano de 2013, desde que cumpridas as etapas de aprovação<br />junto às prefeituras e ao Graprohab, colegiado que abriga diversos órgãos envolvidos na aprovação de empreendimentos no estado. Serão beneficiadas pelo menos 700 mil unidades já inscritas no Programa Cidade Legal da Secretaria de Estado da Habitação, em 146 municípios. O custo de regularização desses imóveis é estimado em mais de R$ 2 mil e pela nova lei, cairia para R$ 192,60 no caso de empreendimentos privados e R$ 96,00, para unidades da CDHU e Cohab.<br /><br /><br />A regularização, uma das prioridades do Governo do Estado, além de trazer benefícios aos titulares dos imóveis, pois permite utilizar o bem como garantia para financiamentos e transmitir a propriedade aos seus herdeiros, favorece os municípios e o poder público, permitindo um maior controle sobre a arrecadação de tributos. Até mesmo os cartórios serão<br />beneficiados com essa redução no primeiro registro, pois a ampliação do número de imóveis regularizados permitirá uma renda com futuras<br />transferências de propriedades.<br /><br />O secretário de Estado da Habitação, Lair Krähenbühl, destaca a importância da aprovação do projeto. "Muitos imóveis estão irregulares porque as pessoas não podem arcar com o custo para regularizar". Segundo ele, a nova lei deve servir de exemplo para o Brasil. "Essa é uma luta nacional. São Paulo sai na frente e deve ser seguido pelos demais estados", disse.

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AlphaVille Urbanismo vence o "Top Ambiental 2008"
Por Esteta Beleza e Arte
Arquitetura
29/12/2008 02:04

Com a implantação do inédito CES - Centro de Educação para Sustentabilidade, edifício que incorpora o que existe de mais sofisticado em termos de materiais, técnicas e conceitos de sustentabilidade voltados ao ramo da construção civil, empresa é reconhecida com premiação ambiental<br /><br />O respeito absoluto ao meio ambiente e o compromisso com o desenvolvimento sustentável são princípios que fazem parte da filosofia da AlphaVille Urbanismo, desde a sua criação. Pois foram as aplicações irrestritas desses fundamentos que levaram a empresa a conquistar o "Top Ambiental 2008", prêmio concedido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), com a construção do prédio do Centro de Educação para Sustentabilidade (CES), recentemente inaugurado, em Santana do Parnaíba, região metropolitana de São Paulo. <br /><br />Para erguer o CES, a Fundação AlphaVille - braço social da AlphaVille Urbanismo, contou com as parcerias importantes do Centro de Referência e Integração em Sustentabilidade (CRIS) do Instituto Ambiental (OIA) e do Gaia Education (entidade das Nações Unidas dedicada à sustentabilidade). <br /><br />Localizado na entrada do condomínio AlphaVille Burle Marx, o CES AlphaVille é um espaço público que tem como missão funcionar como centro de referência na educação para a sustentabilidade. Além disso, servirá à comunidade e às escolas da região como local para atividades didáticas relacionadas ao meio ambiente.<br /><br />O Centro<br />O CES AlphaVille é um verdadeiro showroom de tecnologias e materiais sustentáveis disponíveis no mercado brasileiro da construção. São muitos os recursos ecológicos utilizados em seu projeto. Entre eles está o uso do bambu. Matéria prima bastante versátil e de altíssima resistência, o bambu pode substituir a madeira nas obras da construção civil e seqüestra até 30% mais carbono do que outras espécies de mesmo porte - o que ajuda a mitigar os efeitos do aquecimento global. Boa parte das paredes do CES AlphaVille foram levantadas por meio da "esterilha", técnica que usa tiras de bambu trançadas para formar a estrutura das paredes. Após receberem a argamassa feita de terra - conforme a tradicional taipa usada desde a antiguidade - foram pintadas com cal. Visualmente são como as paredes de alvenaria, mas apresentam conforto térmico e acústico bem superiores às convencionais.<br /><br />A estrutura do CES AlphaVille fez uso de tijolos de solo cimento, os chamados tijolos ecológicos. A produção desse material dispensa a queima (contribuindo para a não-emissão de gases na atmosfera) e seu formato auto-encaixável reduz o uso de cimento para o assentamento. Os pisos do prédio são de placas de borracha de pneu reciclado e de cacos cerâmicos, que inclui em sua fórmula vidro residual de lâmpadas fluorescentes. <br /><br />A cobertura da construção conta com o "teto verde" (uma espécie de gramado), que dispensa o uso de equipamentos de ar condicionado e aquecedores. A obra tem ainda uma cisterna, que permite armazenar a água da chuva para usos não potáveis, como limpeza e rega de jardins.<br /><br />Oficinas de bioconstrução e educação ambiental<br />A Fundação AlphaVille já planeja as atividades educativas para o próximo ano."Vamos oferecer oficinas de bioconstrução e de educação ambiental, além de palestras e seminários para as crianças e público em geral", diz Mônica Picavêa, diretora da Fundação AlphaVille. "O CES AlphaVille também realizará cursos profissionalizantes em jardinagem e manterá um viveiro com mudas de espécies da Mata Atlântica e de plantas ornamentais. Estas ações, entre outras, deverão criar oportunidades de geração de renda para as comunidades carentes do entorno do AlphaVille Burle Marx", informa a diretora <br /><br />O CES já está aberto para escolas da rede pública ou particular que queiram conhecer suas dependências. Basta agendar uma visita monitorada por meio do telefone (11) 4197 3357 ou email: evelyn@alphaville.com.br. Ao término de cada visita será realizada uma oficina com alunos, onde se ensinará noções de plantio, construção de brinquedos com material reciclado, entre outras atividades. <br /><br />AlphaVille Burle Marx<br />O CES está localizado no AlphaVille Burle Marx, arrojado empreendimento residencial da AlphaVille Urbanismo, em fase inicial de ocupação, implantado em área de 1.305.022 metros quadrados, dos quais mais de 900 mil metros quadrados correspondem a áreas verde. Líder brasileira em desenvolvimento de condomínios horizontais de alto padrão, a AlphaVille Urbanismo está presente em todas as regiões do País, em 35 cidades de 17 Estados, com dezenas de empreendimentos lançados, vários outros em obras ou em fase de projeto. <br />

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Secretaria de Estado e Habitação assina convênios para obras de infra-estrutura, pelo PEM, com 25 municípios
Por Esteta Beleza e Arte
Arquitetura
23/12/2008 00:20

Governo do Estado vai investir R$ 4,4 milhões em obras por meio de 31 convênios do Programa Especial de Melhorias<br /><br />Moradores de conjuntos construídos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em 25 municípios serão beneficiados com obras de infra-estrutura. Nesta sexta-feira, 19 de dezembro, a Secretaria de Estado da Habitação assinou 31 convênios do Programa Especial de Melhorias (PEM) para execução de obras de pavimentação, recapeamento, construção de<br />quadras e centros comunitários, drenagem e iluminação pública. <br /><br />O evento aconteceu em São Paulo, com a presença do secretário-adjunto da Habitação, Ulrich Hoffmann, do presidente em exercício da CDHU, Sérgio Cammarano, do deputado estadual Davi Zaia e dos 25 prefeitos que assinaram os convênios.<br /><br />O Governo do Estado investirá R$ 4,4 milhões nessas obras, que trarão mais conforto e qualidade de vida aos moradores. Além disso, vão contribuir com o processo de regularização fundiária dos conjuntos que necessitam<br />desses serviços para poderem ser averbados. O secretário-adjunto da Habitação, Ulrich Hoffmann, afirmou que a secretaria continuará a destinar recursos para os municípios por meio do PEM. "Vamos apoiar os prefeitos na resolução dos problemas urbanos nos conjuntos da CDHU", explicou Hoffmann. <br /><br />Para o prefeito de Batatais, José Luis Romagnoli, que representou todos os mandatários, o PEM tem uma importância grande para os município. "As obras financiadas com recursos do programa melhoram a qualidade de vida dos moradores. Muitas prefeituras não podem arcar com o investimento em infra-estrutura necessário para promover a regularização dos conjuntos", afirmou.<br /><br />O presidente em exercício da CDHU, Sérgio Cammarano, falou sobre importância das leis relacionadas à habitação de interesse social, que foram aprovadas recentemente pela Assembléia Legislativa, como a redução dos valores pagos aos cartórios para o primeiro registro que favorecerá a regularização fundiária. "A CDHU vai fazer um esforço para que até o final do ano que vem regularizar 150 mil imóveis", afirmou Cammarano. O deputado Davi Zaia também destacou a relevância desses decretos. "A Assembléia tem o papel de procurar melhorar a legislação para atender aos problemas da população", explica o deputado Zaia.<br /><br />PEM - Lançado em 2007 pela Secretaria da Habitação, o PEM tem como objetivo dotar os antigos conjuntos habitacionais da CDHU de melhorias que geram qualidade de vida e valorizam os imóveis. As prefeituras indicam as obras complementares necessárias e as formalizam em convênios. A Secretaria repassa 80% do valor, sem ônus à população, e os municípios investem os 20% restantes e executam os serviços. Somente neste ano, 315 municípios assinaram convênios do programa, o que representa um investimento de R$ 35,9 milhões. Na próxima semana, também assinam convênio do PEM as prefeituras de Casa Branca, Emilianópolis, Guapiaçu, José Bonifácio, São Roque e Sorocaba. <br />

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Arquiteto Manolo Vilches fala sobre decoração natalina criativa e contemporânea
Por Esteta Beleza e Arte
Arquitetura
18/12/2008 02:15

<p>O arquiteto Manolo Vilches (FAU-USP) é adepto de bom gosto, conforto e praticidade para que o ambiente seja sempre bem sucedido para a qualidade de vida de clientes, familiares e amigos. Bom recebedor nas festas que promove em família ou com amigos próximos, ele desenvolve o texto abaixo com dicas inteligentes e acessíveis para a festividade de Natal e Ano Novo ser bem sucedida!<br /><br />Independente do credo religioso, o clima festivo de fim de ano estimula a que enfeitemos nossas casas para receber amigos e familiares. É possível entrar no clima natalino com toques simples, criativos e até mesmo ousados, o importante é envolver as crianças, os vizinhos e compartilhar de alguns momentos de festa depois de um ano de muito trabalho.<br /><br />Há moda quando o assunto é Natal? É possível ser fashion? Quais as tendências em estilos de enfeites e cores para o Natal 2008 e para o aguardado Reveillon?<br /><br />A influência norte-americana, talvez pelo cinema, influenciou boa parte do planeta a levar ao pé da letra as "luzes do Natal"; em quase todas as cidades do mundo, até mesmo onde não se comemora o Natal, nem a virada do ano, é possível ver árvores enfeitadas por pequenas lâmpada, vitrines com bonecos de neve e um ou outro papai Noel em lojas de departamento. <br />As decorações natalinas não encantam apenas os jovens, também os adultos acabam se rendendo ao clima festivo e aguardam, ansiosos, o momento de decorar suas casas com luzinhas e bolas coloridas. Mas cuidado com o exagero!<br /><br />Embora os pinheiros naturais nunca saiam de moda os artificiais também são bem vindos, principalmente os bem adornados, carregados de enfeites, lembranças dos natais passados e com novos adornos, são os mais tradicionais. As antigas e frágeis bolas de vidro deram lugar às inquebráveis bolas de plástico, mais seguras, porém menos encantadoras. Vale tudo no Natal?<br />Bem, as árvores monocromáticas ou bicolores sempre foram tidas pelos designers como as mais elegantes. Neste Natal de 2008 é o tom dourado que dita a moda. Pinheiros totalmente dourados com bolas douradas e lâmpadas amarelas de fio dourado. Se o ouro é alusão à riqueza, 2009 será uma maravilha!!<br /><br />A tecnologia às vezes atrapalha e este é o caso das horríveis lampadinhas de led, de cor branco azulado que entristecem qualquer decoração. Não bastasse o fato de alguns shoppings terem feito toda sua decoração com elas, as mesmas também invadiram os lares prometendo maior durabilidade e menor consumo em troca de um enfadonho aspecto. Desde que os chineses inundaram o mundo com conjuntos de 100 e 200 lâmpadas amarelas por 10 reais a caixa o Natal ganhou mais vida. Agora, os mesmos chineses tentam impor uma tecnologia à revelia do bom gosto!<br /><br />Continuam valendo as árvores verdes com bolas todas vermelhas, ou as árvores prateadas com bolas azuis. Nada de preto nem marrom! Branco vai muito bem com bolas na cor prata. As guirlandas podem ser clássicas ou inusitadas, feitas com material reciclado, carrinhos plásticos, canudinhos e afins. Há milhares de sugestões nos sites e blogs de artesanato mundo afora.<br /><br />Ainda que nos trópicos não tenhamos tanto frio, os castiçais e os arranjos de mesa tornam a noite de Natal muito especial. Para a ceia, providencie uma toque especial: use toalhas lisas com pratos decorados, ou toalhas estampadas com louça branca; fuja das toalhas e dos guardanapos com motivos natalinos, em geral são de gosto duvidoso, deixe-os para o dia a dia das semanas anteriores e posteriores ao evento.<br /><br />Os presentes também são um belo detalhe. Faça-os resplandecer com papeis coloridos, espelhados, grandes laços em tamanhos diferentes. Mesmo que sejam de grife, as sacolas e caixas merecem uma "segunda pele" tornando o conjunto menos evidente. Mesmo com o advento dos emails é de bom tom trocar cartões, e os mesmos podem ser colados numa parede, exibidos sob um tampo de vidro ou ganhar uma árvore pequena só para eles.<br /><br />Para os que têm lareiras, valem as meias com cartinhas.<br />Cuidado com os exageros: contornar a casa por fora com cordões de luz até é válido, mas nada de cruzar o teto dos ambientes internos com festão e toneladas de bolinhas e luzes; deixe isso para as festas juninas com as bandeirinhas e etc.<br /><br />Se a casa vai abrigar também a festa de Reveillon, mantenha a decoração de Natal (a árvore e os enfeites só podem ser retirados no dia 7 de janeiro, depois da passagem dos Reis Magos) e adicione estrelas na cor prata, bexigas brancas, laços dourados. O Ano Novo é uma festa mais descontraída é admite mais ousadia, fogos, música e um certo tom carnavalesco. Faça banners com fotos de festas passadas, faixas com pedidos para 2009, compre óculos, cornetas e lembrancinhas e faça a festa com as crianças e com os amigos depois de uns drinques!<br /><br />Não deixe o rigor da moda tornar suas festas enfadonhas. Sinta que sua decoração tem a ver com seu estilo e seus familiares e amigos vão adorar partilhar isso com você.<br />Feliz Natal e próspero Ano Novo.</p><p><br />Site: www.manolovilches.com.br </p>

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USP inaugura projeto do primeiro edifício sustentável do País
Por Esteta Beleza e Arte
Arquitetura
13/12/2008 01:21

<p>O projeto prevê que o prédio será localizado na Cidade Universitária, em São Paulo, e abrigará o Centro de Ciências da Terra e do Ambiente (Cecita), o Laboratório de Modelos para a Sustentabilidade de Construções (Labsus) e a Rede de Mudanças Climáticas (RMC). A Rede foi lançada junto com o Centro e faz parte da iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa de criar redes interdisciplinares de pesquisa na USP.<br /><br />O edifício está orçado, inicialmente, em R$ 20 milhões e já contou com o anúncio de R$5 milhões pela reitora Suely Vilela: "o reconhecimento da Universidade à iniciativa se traduz não só ao apoio, mas também na concessão de recursos". A reitora ainda destacou que "um centro dessa natureza é ainda mais convincente em sua capacidade de se transformar em iniciativa bem-sucedida, se incluído em um edifício modelo de concepção inovadora". <br /><br />O diretor do projeto é Marcelo Romero, professor e vice-diretor da FAU. Ele afirmou que o primeiro passo para se fazer um edifício sustentável é pensar no que os recursos naturais podem contribuir: "antes de colocar um sensor sequer, um fio, uma lâmpada, nós tentamos esgotar os recursos do clima de São Paulo, da amplitude térmica durante o dia, das temperaturas durante a noite, da iluminação natural". Um dos exemplos disso é a iluminação do prédio — o edifício foi separado em três blocos para que se fosse utilizada ao máximo a luz do dia. "A luz natural tem uma qualidade muito melhor que a iluminação artificial", afirmou Romero.<br /><br />Outro exemplo do aproveitamento dos recursos naturais é a ventilação do prédio. Durante a noite, quando a cidade se resfria, se abrirão janelas para a entrada do ar; e durante o dia funcionará um sistema de resfriamento do ar pelo solo. Além disso, para resfriar o prédio, também haverá persianas externas para evitar a entrada da radiação solar: "as persianas comuns, internas, não funcionam muito bem para manter o resfriamento dos ambientes, pois permitem que a radiação entre. As melhores persianas são estas que ficam do lado de fora", disse o diretor do projeto.<br /><br />Um aspecto importante do Cecas é a automação do edifício. "Este é um prédio inteligente, pois para um edifício ser sustentável ele tem que ter o mínimo de desperdício", explicou Romero. O Cecas possuirá sensores de temperatura: quando a temperatura estiver baixa o edifício desligará o resfriamento. As persianas também se fecharão e abrirão de acordo com a trajetória do Sol. <br /><br />A geração de eletricidade se dará por meio de painéis solares, fixos e móveis; os painéis móveis, previstos para ficarem na cobertura do prédio, são como girassóis, acompanham o movimento do Sol para ter o maior aproveitamento possível da energia. <br /><br />Rede de Mudanças Climáticas <br />Márcia Ernesto, diretora do IAG, explicou como a RMC entrou em contato com projeto do prédio sustentável: "foram duas iniciativas diferentes que acabaram naturalmente convergindo. A proposta do Cecas veio acelerar o processo de implantação da Rede, como um exemplo de que isso é viável." Mayana Zatz, pró-reitora de pesquisa, ressaltou a importância das redes na interação científica "a idéia é unir as competências que nós temos aqui na Universidade e fazer as pessoas trabalharem em conjunto".<br /><br />O coordenador da RMC é Tércio Ambrizzi, que afirma que, em 2009, a Rede já entra em funcionamento: "temos como meta treinamentos, cursos e workshops e agora, com o lançamento oficial, nós vamos nos organizar para entrar em contato com os pesquisadores que trabalham com a temática de mudanças climáticas, nas várias áreas do conhecimento". Ambrizzi ressaltou a importância da sede física para a Rede: "o prédio em si já tem o foco no nosso tema, nada mais atrativo que as pesquisas serem desenvolvidas dentro desse ambiente".<br /><br />Após conseguir os recursos para o Cecas, Marcelo Romero disse que ainda haverá um refinamento no projeto inicial. Segundo o professor, em torno de três anos o edifício deve ser inaugurado.</p><p><br /><br />Beatriz Flausino <br />beatriz.flausino@usp.br<br />Agência USP</p>

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